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Demanda por etanol e gasolina deve desacelerar até 2030

Consultoria StoneX revela impactos da eletrificação da frota

Gabriel Azevedo01 de junho de 2026 às 08:45
Demanda por etanol e gasolina deve desacelerar até 2030

A consultoria StoneX prevê uma desaceleração na demanda por etanol e gasolina no Brasil devido ao aumento da eletrificação dos veículos, que deve dobrar o desvio de combustíveis do Ciclo Otto entre 2026 e 2030.

A projeção indica que o volume desviado atingirá 1,3 bilhão de litros, o que ainda representa uma parcela mínima diante de um consumo total estimado em 51 bilhões de litros de gasolina equivalente no país em 2026.

Crescimento da frota eletrificada

O estudo estima que a frota de veículos eletrificados chegará a 1,7 milhão em 2030, correspondendo a cerca de 4,7% da frota total, quando excluímos veículos a diesel. Essa quantidade representa um crescimento expressivo, considerando o cenário atual de aproximadamente 510 mil veículos em 2025, quando a participação dos modelos elétricos foi de apenas 1,5%.

Apesar do crescimento, a demanda por combustíveis convencionais deve continuar a subir.

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Mesmo que a trajetória de crescimento dos veículos eletrificados se confirme, sua participação na frota total ainda será baixa ao longo da década.

Letícia Corrêa, analista da StoneX.

Os emplacamentos de veículos do Ciclo Otto, que inclui etanol e gasolina, deverão decrescer de 85% em 2021 para 74% em 2026, mas a renovação da frota acontece de forma lenta, com uma taxa de sucateamento anual entre 2% e 4%.

Perspectivas futuras

A análise sugere que a demanda por combustíveis leves continuará a crescer, não sendo impactada significativamente pelo padrão de eletrificação projetado. Os veículos híbridos, que ainda dependem de combustíveis líquidos, também devem influenciar essa tendência.

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O impacto sobre a demanda do Ciclo Otto será mais uma compressão gradual, e não uma ruptura da tendência de consumo até agora observada.

Isabela Garcia, analista da StoneX.

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