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energia
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Brasil avança para 32% de etanol na gasolina, reforçando a energia renovável

Medida aumenta segurança energética e reduz dependência de importações

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 19:00
Brasil avança para 32% de etanol na gasolina, reforçando a energia renovável

O Brasil novamente se destaca no cenário de combustíveis renováveis, com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovando a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina para 32%, conhecida como E32. Esta decisão, conforme a União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica), representa um avanço significativo em uma política pública que foi gradual e estrategicamente construída ao longo das últimas décadas.

Além de aumentar a segurança energética do país, a ampliação da mistura também diminuirá a dependência de importações, com uma expectativa de economia de cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano. O uso de etanol é visto como um fator de proteção à competitividade, principalmente em momentos de instabilidade internacional.

A introdução do E32 é poderosa: sem a presença do etanol no mercado, o aumento dos custos dos combustíveis poderia ter chegado a R$ 32 bilhões anualmente.

O Brasil já é um exemplo histórico com suas misturas elevadas de etanol, possuindo uma das maiores frotas de veículos flex do mundo. A transição para a nova mistura é apoiada por estudos no âmbito do programa 'Combustível do Futuro', que garantem a viabilidade de teores mais altos de etanol sem comprometer o desempenho ou eficiência.

Estimativas indicam que a nova mistura irá demandar cerca de 1 bilhão de litros a mais de etanol anidro por ano. No entanto, a capacidade produtiva já está pronta para atender a essa necessidade, com previsão de uma produção adicional de até 4 bilhões de litros na safra atual devido a novas unidades e expansão das usinas existentes.

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Estamos falando de uma solução que reduz emissões e gera emprego e renda no interior do país. Isso reforça a posição do Brasil como líder no uso de combustíveis renováveis em larga escala

Evandro Gussi, presidente da UNICA.

Dessa forma, a aprovação do E32 não só consolida a estratégia energética brasileira como também promove um desenvolvimento econômico sustentável, tornando o Brasil um exemplo mundial em descarbonização e investimentos em energias renováveis.

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