Frigoríficos brasileiros ajustam vendas de carne para evitar tarifas
Exportadores alteram estratégias para negócio no mercado chinês

Frigoríficos brasileiros que exportam carne bovina encontraram novas formas de negociar durante a Sial Xangai 2026, cientes de que já haviam preenchido 55,4% da cota de 1,106 milhão de toneladas permitidas pela China. Para evitar taxas extras de 55% sobre os embarques, as empresas ajustaram suas produções e abates com foco na entrega até junho.
✨ Importantes mudanças na estratégia de exportação foram necessárias para evitar penalidades.
Conforme dados do governo chinês, até abril o Brasil exportou 612,8 mil toneladas de carne bovina. A expectativa é que a cota se esgote antes do final de julho, levando os frigoríficos a intensificarem suas operações com previsão de exportar até 140 mil toneladas mensais nos próximos meses.
Desafios e expectativas
Enquanto os frigoríficos se preparam, a logística de transporte marítimo, que leva cerca de 45 dias para atingir os portos chineses, se torna um fator crítico. A Sial serviu como plataforma para que os empresários se posicionassem sobre o valor das suas carnes, evitando compromissos financeiros que possam reduzir suas margens de lucro diante de custos crescentes.
"‘Não queremos abrir mão do nosso preço e não vamos tomar risco’
Cota de Exportação
O Brasil ainda tem a possibilidade de embarcar 350 mil toneladas, permitindo uma margem de negociação para os frigoríficos até meados de junho.
Esse novo cenário de competição faz com que frigoríficos busquem diversificar seus mercados, mirando também em exportações para os Estados Unidos e Chile, onde as vendas ainda são viáveis, apesar das tarifas em vigor.
- 1Exportadores enfrentam pressões para manter preços estáveis.
- 2Cota se esgotará até julho, segundo estimativas.
- 3Foco em diversificação de mercado com vista a reduzir riscos.
Importadores chineses demonstram insegurança devido ao risco do preenchimento da cota, o que leva os frigoríficos a adotar posturas mais cautelosas nas negociações. Com o abate reduzido e a produção ajustada, a expectativa é de que o Brasil se mantenha como um player forte no mercado global de carne.
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