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Mosaic suspende mineração de fosfato em Minas Gerais

Decisão visa redução de custos e venda do complexo de Araxá

Gabriel Azevedo08 de abril de 2026 às 12:30
Mosaic suspende mineração de fosfato em Minas Gerais

A Mosaic, empresa americana, confirmou nesta quarta-feira (8) a suspensão das atividades de mineração de rocha fosfática nas unidades localizadas em Araxá e Patrocínio, ambas em Minas Gerais. Esta ação é parte de um esforço estratégico para otimização de custos e redistribuição de investimentos.

A companhia já havia interrompido temporariamente as operações em dezembro de 2025, mas a recente alta nos preços do enxofre, impactada pelas tensões geopolíticas no Irã, complicou ainda mais a situação. O complexo mineroquímico de Araxá, que produz superfosfato simples, também será desmobilizado.

Além da desmobilização, a Mosaic está buscando vender os ativos de Araxá, que tem uma capacidade de produção de 1 milhão de toneladas de fosfato por ano, representando 27% da totalidade da produção da empresa no Brasil. A intenção é reduzir custos e redirecionar esforços para operações com maior rentabilidade.

Neste momento, a empresa está focada no desenvolvimento de um projeto de produção de nióbio em Patrocínio, que se encontra na fase de avaliação técnica e análise de solo. Bruce Bodine, presidente e CEO da Mosaic, declarou que a paralisação das operações e a busca por uma oportunidade de venda é o melhor caminho a seguir.

Com a suspensão, a Mosaic Fertilizantes perderá cerca de 1 milhão de toneladas de produção anual de fosfato.

O impacto financeiro sobre o lucro ajustado antes de impostos, depreciação e amortização (Ebitda) será moderado, graças ao aumento dos preços do enxofre. Bodine ressaltou que essa decisão demonstra o compromisso da empresa em manter disciplina na alocação de capital e maximização de retornos.

Implicações financeiras

A Mosaic estima que a redução dos gastos de capital varia entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões e as despesas operacionais diminuirão entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões, com um impacto contábil bruto da venda estimado entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões.

A empresa mencionou que todas as atividades de paralisação ocorrerão de acordo com as regulamentações de segurança, ambientais e das barragens de rejeitos. Informações sobre o potencial número de demissões ainda não foram divulgadas.

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