Companhia busca reverter R$ 29 bilhões em dívida, mas credores não aceitam as condições atuais.

Os credores da Raízen, que possuem títulos de dívida emitidos no mercado, expressaram sua resistência em aceitar a proposta apresentada pela companhia. Através dela, a Raízen busca converter quase metade de sua dívida em participação acionária, mas as condições oferecidas não agradam os investidores.
Atualmente em recuperação extrajudicial, a Raízen sondou seus credores na última semana sobre a possibilidade de uma conversão de ao menos 45% de suas dívidas em ações da empresa. Essa informação foi inicialmente divulgada pelo site Agribiz e corroborada por outras fontes.
"A proposta implica uma troca de pelo menos R$ 29 bilhões em dívidas por ações, evitando que os credores enfrentem um desconto excessivo na conversão.
✨ A dívida total da Raízen chega a R$ 98 bilhões, incluindo R$ 33 bilhões em dívidas internas.
Os bondholders consideram que a proposta da Raízen de conversão é muito alta frente ao comprometimento atual dos acionistas com capitalização.
Até o momento, a Shell se comprometeu a aportar R$ 3,5 bilhões, enquanto Rubens Ometto, através da Aguassanta, contribuiu com R$ 500 milhões. No entanto, a Cosan ainda não apresentou nenhuma proposta formal de capitalização.
O BTG, que é o acionista controlador da Cosan, impede que a empresa faça uma nova proposta de capitalização para a Raízen. O banco tem defendido a separação das operações de distribuição e biocombustíveis, embora a Shell ainda não tenha apoiado essa ideia.
Uma fonte que está acompanhando as negociações indicou que os valores previstos para os aportes precisam ser significativamente maiores para impactar positivamente o balanço da companhia.
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