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Reforma tributária aumentará imposto da Latam para R$ 6 bilhões

Jerome Cadier aponta que mudanças impactarão setor aéreo.

João Pereira10 de junho de 2026 às 17:35
Reforma tributária aumentará imposto da Latam para R$ 6 bilhões

O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, alertou que a reforma tributária pode aumentar os impostos da companhia de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões anualmente, resultando em sérias implicações para o setor aéreo.

A declaração foi feita durante um evento em São Paulo que reuniu diversas empresas do setor aéreo e de turismo, onde Cadier descreveu a reforma como uma 'bomba atômica' e um 'desastre' para a aviação.

Cadier afirmou que o aumento da carga tributária será repassado diretamente aos consumidores: 'Quem paga isso não é a Latam. Quem paga é o cliente que está voando.'

Desafios da Reforma Tributária

Embora reconheça a importância da reforma para o país, Cadier ressaltou que as consequências para a aviação e o turismo poderiam ser catastróficas. A falta de colaboração entre as empresas do setor também foi destaque, com o executivo indicando que há um foco excessivo nas questões de preços das passagens e pouco no bem-estar do ecossistema da aviação.

Os novos impostos afetarão tanto os voos domésticos quanto internacionais, especialmente devido à comparação com taxas mais baixas em outros países. 'O Brasil vai se colocar absolutamente como pária cobrando uma coisa que ninguém cobra', alertou Cadier.

Impactos nas Operações

As mudanças também podem levar a um aumento nas tarifas aéreas e nas taxas nos aeroportos, além do término dos incentivos fiscais de ICMS, que atualmente representam uma parte significativa do custo das companhias aéreas.

Fábio Rogério, CEO da Aeroportos do Brasil, explicou que muitas rotas só existem devido aos subsídios do ICMS, e o fim desses incentivos pode forçar estados a alocar verbas do seu próprio orçamento, o que é impraticável.

Com o ICMS pesando cerca de 40% dos custos das companhias, a alíquota atual de 15% poderá aumentar para 27,5% sob o novo sistema. Isso deve resultar em uma queda na demanda por voos, levando a uma possível redução ou encerramento de operações, especialmente em rotas menos lucrativas nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ao passo que as regiões Sul e Sudeste, assim como voos para Brasília, provavelmente receberão mais atenção.

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