Taesa foca em novos ativos e renegociação de concessões
Transmissora planeja retorno aos leilões em 2027, diz CEO.

A Taesa, transmissora de energia, direcionará seus esforços em 2026 para integrar novos ativos recém-adquiridos e dialogar com o governo federal sobre a renovação de suas concessões. O diretor-presidente da empresa, Rinaldo Pecchio Jr., mencionou à Reuters que a companhia planeja participar dos leilões de energia novamente a partir de 2027.
Em uma transação avaliada em R$2,3 bilhões, a Taesa está em processo de incorporar linhas de transmissão e subestações adquiridas da Energisa, uma movimentação que, segundo Pecchio, traz ''sinergias operacionais e potencial de crescimento''.
✨ Taesa adquire ativos em estados-chave como Pará, Tocantins, Bahia e Goiás.
Os novos ativos incluem regiões com sinergias claras para a operação, especialmente os do Pará, Tocantins e Bahia. Em Goiás, a empresa vê a possibilidade de expansão, especialmente devido ao crescimento do agronegócio na área. Com essa ação, a Taesa retorna ao mercado de fusões e aquisições (M&A), visando um processo de redução de dívidas que se intensificará em 2028.
"Estamos em busca de oportunidades que mantenham nossa saúde financeira e capacidade de distribuir dividendos
Pecchio também observou que, este ano, a participação da Taesa nos leilões programados não é garantida, a menos que surjam oportunidades favoráveis. A prioridade está, neste momento, em absorver os novos ativos e garantir resultados positivos antes de voltar a competir nos leilões.
Renovação de Concessões
Outro tema crucial para a Taesa é a renovação de suas concessões, que vencem em 2030. A companhia precisa manifestar seu interesse em continuar operando esses contratos até 2027. Pecchio enfatizou a necessidade de definir regras claras para o processo, abordando questões como indenização de ativos não amortizados e a possibilidade de renovação ou relicitação dos contratos.
✨ Taesa pede que a renovação seja analisada caso a caso.
Para isso, a empresa reivindica que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) seja consultado sobre essa temática, garantindo que todas as transições ocorram de forma eficiente, especialmente em um contexto crítico para o setor elétrico, que enfrenta desafios tanto na geração quanto na transmissão de energia.
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