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Alemanha considera aumento de imposto sobre pessoas sem filhos

Governo propõe elevação da alíquota em resposta ao déficit do auxílio-invalidez

Fernanda Lima26 de maio de 2026 às 15:40
Alemanha considera aumento de imposto sobre pessoas sem filhos

O governo alemão está considerando a possibilidade de aumentar a alíquota de contribuição para o auxílio-invalidez, especialmente para pessoas sem filhos, devido ao crescente déficit no sistema e ao envelhecimento da população.

Contexto da Proposta

O auxílio-invalidez, que cobre despesas para cuidados permanentes, é financiado por contribuições dos trabalhadores que possuem seguro de saúde público, que representa 90% da população. Atualmente, a alíquota para pessoas sem filhos está em 4,2%, enquanto aqueles com filhos pagam de 3,1% a 3,6%.

Projeções indicam um déficit de 22,5 bilhões de euros até 2028 no auxílio-invalidez.

Um documento interno vazado sugere um aumento de 0,1% nas contribuições para esse grupo, subindo a taxa para 4,3%. A medida busca mitigar o impacto financeiro da crescente população idosa no país.

Apoio e Críticas à Proposta

Partidos da coalizão governista, como o Partido Social Democrata (SPD) e a União Social Cristã (CSU), manifestaram apoio à discussão sobre o aumento das contribuições. Christos Pantazis, especialista em saúde do SPD, atestou que é fundamental discutir alternativas para o financiamento dos cuidados de forma sustentável.

Por outro lado, críticas surgem, especialmente por parte dos Verdes e do partido A Esquerda, que qualificam a proposta como uma solução pontual ineficaz que não aborda as questões estruturais do sistema de cuidados.

A proposta é vista por alguns como injusta e não suficiente para resolver os problemas do seguro de cuidados.

Além disso, líderes no setor de assistência a idosos alertam que a proposta, se aprovada, pode não impedir uma possível insolvência de fundos de cuidados sem uma estratégia de reforma mais robusta.

Expectativas Futuras

O Ministério da Saúde, que não comentou mais a fundo sobre a proposta, planeja apresentar um projeto de reforma do sistema de cuidados, que deve ser discutido em julho. A ministra da Saúde, Nina Warken, sugere reduzir subsídios para internações em lares, além de possíveis restrições ao acesso aos benefícios do seguro de cuidados.

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