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política
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Alemanha participa de exercício nuclear francês pela primeira vez

Cooperação estratégica se intensifica entre Berlim e Paris

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 19:15
Alemanha participa de exercício nuclear francês pela primeira vez

A Alemanha confirmou nesta sexta-feira, 17, que suas forças armadas participarão, pela primeira vez, de um exercício nuclear organizado pela França, um movimento que representa um fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países. Este passo ocorre em um cenário onde os Estados Unidos parecem estar reduzindo seus compromissos com a defesa na Europa.

A decisão foi anunciada após um encontro entre o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, e o presidente francês, Emmanuel Macron, na Base Aérea de Nörvenich, localizada nas proximidades de Colônia. Na ocasião, os líderes abordaram também a ampliação da cooperação em áreas como inteligência artificial, exploração espacial e tecnologia quântica.

Friedrich Merz manifestou a intenção de fortalecer a dissuasão nuclear europeia, destacando que a Alemanha está adotando uma abordagem cuidadosa e gradual.

Apesar de a França ser a única nação da União Europeia com arsenal nuclear próprio, a Alemanha abriga apenas armamento nuclear americano. O fortalecimento da cooperação nuclear entre a França e outros oito países, como Reino Unido e Bélgica, ressalta a importância desse passo.

Após o encontro, as honras militares foram prestadas a Macron na frente do Palácio Augustusburg, em Brühl, onde ministros de ambos os países discutiram outros tópicos relevantes. Um caça francês Rafale e um Eurofighter alemão realizaram um voo sobre o palácio, simbolizando a união entre as nações.

Merz e Macron enfatizaram a necessidade de manter a liberdade e a segurança coletiva, apresentando uma lista abrangente de objetivos, incluindo melhorias em defesa antimísseis e desenvolvimento de sistemas de ataque de longo alcance. Ambos os líderes também discutiram o projeto de 'combat cloud', uma rede de integração entre aeronaves e drones.

Contexto

A Alemanha desativou seu programa nuclear, encerrando suas usinas em 2024, mas o chanceler atual demonstrou interesse em revitalizar essa área, em contraste com a posição francesa.

Merz e Macron ainda abordaram questões comerciais, criticando a China por não respeitar as normas internacionais de comércio, citando um apoio estatal à sua indústria que é significativamente superior ao de outros países da OCDE.

Em resposta a questionamentos sobre a cooperação futura com a líder francesa Marine Le Pen, Merz reafirmou que a Alemanha manterá sua parceria com a França, independentemente do resultado das próximas eleições.

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