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política
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Brasil busca prevenir aumento de tarifas nos EUA

Governo opta por observação nas audiências sobre tarifas de importação

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 09:50
Brasil busca prevenir aumento de tarifas nos EUA

O governo brasileiro decidiu não participar ativamente das audiências que começam nesta segunda-feira (6) nos Estados Unidos, onde se discutirão tarifas propostas contra produtos brasileiros pelo governo Trump.

Embora a participação formal tenha sido descartada, a embaixada brasileira em Washington enviará representantes na qualidade de observadores para acompanhar os argumentos apresentados.

Autoridades do governo afirmam que as audiências não são o canal adequado para negociações efetivas, ressaltando que diálogos de alto nível têm ocorrido nas últimas semanas.

O prazo para chegar a um acordo é 15 de julho e o governo corre contra o tempo para solucionar as questões levantadas.

O senador Flávio Bolsonaro e o influenciador político Paulo Figueiredo estão entre os que se inscreveram para se manifestar durante as audiências. Flávio, por exemplo, abrirá o segundo dia do evento.

Interações diplomáticas em andamento

Recentemente, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, se encontrou com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, onde discutiram tópicos pertinentes que serão abordados em futuras reuniões.

Durante essas conversas, o Brasil apresentou uma proposta que busca responder aos seis pontos levantados pelos EUA, porém, até agora, não houve uma resposta formal.

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Os documentos que deram início à investigação comercial e a recomendação das tarifas são praticamente idênticos, o que demonstram um viés político nas decisões

integrantes do governo em reserva.

Com a resistência americana, integrantes do governo brasileiro expressam preocupação sobre a possibilidade de uma reversão total do tarifaço, esperando apenas uma possível redução ou a criação de exceções.

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