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Internacional
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China realiza teste de míssil no Pacífico e provoca críticas regionais

Lançamento gera preocupação entre países vizinhos após novo tratado de defesa entre Austrália e Fiji.

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 10:05
China realiza teste de míssil no Pacífico e provoca críticas regionais

Nesta segunda-feira, 6, a Marinha chinesa anunciou a realização de um teste bem-sucedido de um míssil não nuclear no Pacífico, um evento que gerou reações adversas de várias nações próximas.

O lançamento ocorreu logo após Austrália e Fiji firmarem um novo tratado de defesa, marcado por tentativas de Canberra em contrabalançar a crescente influência da China no Pacífico Sul. O teste, embora não inédito, foi o segundo em um curto espaço de tempo, visto que em setembro de 2024 a China já havia testado um míssil semelhante na mesma região.

O porta-voz da Marinha, Wang Xuemeng, informou que o míssil foi lançado por um submarino nuclear estratégico e atingiu a área marítima determinada. O termo 'míssil estratégico' geralmente se refere a mísseis balísticos intercontinentais, capazes de transportar ogivas nucleares a longas distâncias, mas o Ministério da Defesa chinês não confirmou a natureza do lançamento.

"

A notificação prévia foi enviada aos países afetados e não é endereçada a specifico ou a um alvo particular

Marinha da China.

O governo australiano considerou o lançamento um ato desestabilizador para a região.

Na esteira deste teste, Japão, Nova Zelândia e Austrália expressaram suas preocupações, destacando o impacto no equilíbrio regional. A China tem ampliado seu poderio militar nas últimas décadas, alinhando esse crescimento com sua ascensão econômica e influência diplomática.

Aumento no número de armas nucleares chinesas foi documentado, com estimativas indicando um total de 600 em 2025. Em comparação, os Estados Unidos possuem cerca de 3.700.

Contexto

O teste de míssil chinês coincidiu com exercícios navais anuais entre a China e a Rússia em Qingdao, embora os dois eventos não tenham ligação direta.

A China também tem adotado uma política de não primeiro uso de armas nucleares, comprometendo-se a não iniciar um ataque nuclear, mas retendo o direito de responder caso seja atacada.

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