Brasil responde a tarifas dos EUA com defesa contrária
MDIC critica aplicação de tarifas e destaca mercado competitivo

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentou nesta quinta-feira (16) a defesa do Brasil em relação à Seção 301, ferramenta que fundamentou as tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O governo brasileiro argumentou que sugeriu uma parceria para os mercados de etanol e açúcar, mas não obteve resposta das autoridades dos EUA.
✨ As tarifas norte-americanas sobre o açúcar superam 100% para produtos acima da cota de 150 mil toneladas.
Apesar disso, o MDIC reafirmou que a proposta de diálogo sobre etanol e açúcar não avançou. O governo destacou que o Brasil possui um dos mercados mais abertos e competitivos do mundo para etanol, com uma tarifa de 18% que alinha-se aos compromissos da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Além disso, o MDIC declarou que não reconhece a validade da Seção 301, apontando que vários encontros com autoridades americanas foram realizados desde julho de 2025 para discutir o tema.
O governo também utilizou dados dos EUA para evidenciar que, nos últimos 15 anos, o país acumulou um superávit de US$ 424,5 bilhões na troca comercial com o Brasil.
Na esfera ambiental, o Brasil enfatizou o reforço na fiscalização desde 2023, que resultou em uma redução superior a 50% na degradação florestal, principalmente na Amazônia, além de melhorias nos critérios de crédito rural para alinhar o financiamento agropecuário a objetivos sociais e climáticos.
O MDIC anunciou que iniciará os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade e reavivará o assunto no contexto do mecanismo de resolução de disputas da OMC.
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