Número elevado de candidatos sem patrimônio declarado levanta preocupações

Dos 20.608 candidatos registrados até 15 de outubro, 6.933, o que equivale a 33,64%, não declararam bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse cenário gera preocupações sobre a transparência no processo eleitoral que se aproxima.
Embora o prazo para registro de candidaturas tenha encerrado, a Justiça Eleitoral ainda pode estar processando algumas solicitações, o que explica a presença de dados não disponíveis no sistema do TSE. A declaração de bens é um elemento obrigatório para todos os candidatos, servindo para que os eleitores possam conhecer o patrimônio de seus possíveis representantes.
✨ Entre os presidenciáveis, 2 dos 13 registrados não declararam bens: Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa (PCO).
Além disso, Raquel Brito, vice da UP, também não apresentou bens. Já na Câmara dos Deputados, 32,74% dos candidatos não informaram patrimônios, totalizando 2.500 dos 7.636 registros. Para o Senado, este índice é de 16,19%, com 51 dos 314 postulantes sem declarações.
A declaração deve incluir bens como imóveis, veículos e ativos financeiros. Embora não seja necessário detalhar todos os dados, a autodeclaração feita pelo candidato é crucial, podendo ser questionada pela Justiça Eleitoral em casos de inconsistências.
Vale destacar que, mesmo que candidatos identifiquem omissões, essas retificações são permitidas enquanto suas candidaturas estiverem em análise. A última atualização da base de dados utilizada para este levantamento ocorreu em 18 de agosto.
Especialistas advertem que tentativas de omissão deliberada podem levar a implicações legais sérias, incluindo o risco de impugnação de candidaturas. Além disso, é fundamental que os dados sejam verificados pela Justiça Eleitoral para garantir a elegibilidade dos candidatos.
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Jornalista especializado em política

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