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política
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Centrais sindicais pressionam por relator para PEC sobre jornada de trabalho

Pedido enfatiza a importância de reduzir a jornada e a escolha do relator

Mariana Souza25 de abril de 2026 às 17:35
Centrais sindicais pressionam por relator para PEC sobre jornada de trabalho

No dia 24 de março, destacadas centrais sindicais do Brasil se dirigiram ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, solicitando a indicação do deputado Paulinho da Força como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a jornada de trabalho na escala 6x1.

As organizações argumentaram que Paulinho possui habilidades políticas e tecnológicas necessárias para liderar as discussões na comissão especial, além de destacar sua habilidade em dialogar com diversas partes interessadas e sua experiência em tratativas legislativas.

A urgência da questão é reforçada pelas centrais, que consideram essencial enfrentar a escala 6x1 e reduzir a jornada no atual contexto social e econômico.

Vale ressaltar que o deputado já atuou como relator do Projeto de Lei da Dosimetria, que pode beneficiar não apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também os militares encarcerados em decorrência das manifestações de 8 de janeiro.

O pedido das centrais ocorre em um momento delicado, pois a relatoria da proposta se tornou um ponto de tensão entre o governo de Lula e a presidência da Câmara. A base governista busca um deputado mais alinhado à sua agenda, enquanto Motta mostrou preferência por Paulo Azi, que apresentou o parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A formalização da comissão especial, realizada na mesma data, marca um passo importante rumo à análise da proposta, que deve ser submetida a um colegiado antes de ser discutida em plenário. A expectativa é que a proposta seja levada ao voto ainda neste semestre, apesar da resistência da oposição e das considerações sobre possíveis compensações para o setor produtivo.

Contexto

As centrais sindicais que assinam a carta incluem figuras proeminentes como Miguel Torres da Força Sindical, Ricardo Patah da UGT, Antônio Neto da CSB e José Gozze da Pública, Central do Servidor.

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