Deputado do PSOL alerta para crimes de desvio de verba pública

A Procuradoria-Geral da República recebeu um pedido de investigação contra o deputado Mario Frias, sugerido pelo colega Chico Alencar (PSOL-RJ), devido a suspeitas de rachadinha em seu gabinete.
A solicitação, baseada em reportagens que revelam transações financeiras entre a ex-funcionária Gardênia Morais e o chefe de gabinete de Frias, aponta para a devolução de salários e pagamentos a familiares do parlamentar.
Gardênia, que trabalhou na equipe de Frias de fevereiro de 2023 a maio de 2024, afirmou que parte de seu salário era devolvida mensalmente, uma prática que caracteriza a rachadinha. O deputado Alencar mencionou a possibilidade de crimes como peculato, concussão e lavagem de dinheiro em seu pedido à PGR.
✨ Documentos indicam que transferências somam R$ 35.116 para vários parentes de Frias.
Os registros apontam que Gardênia transferiu valores substanciais para Raphael Azevedo, seu ex-chefe de gabinete, e para integrantes da família dele, sempre em datas próximas ao pagamento de seus salários. Este desvio é considerado um grave abuso da verba pública disponibilizada aos deputados.
Além do pedido de Alencar, a bancada do PT na Câmara também requisitou uma investigação semelhante contra Frias, que possui prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal, tornando a PGR o órgão competente para analisar a situação.
O deputado Mario Frias não se pronunciou sobre as alegações feitas até o momento, segundo seu chefe de gabinete.
Os comprovantes obtidos revelam transferências via PIX realizadas por Gardênia a Azevedo e a membros de sua família, totalizando diversos valores ao longo de 2023 e 2024. Um extrato ainda indica que Gardênia pagou fatura do cartão de crédito da esposa de Mario Frias.
✨ Relatos de Gardênia indicam que ela devolvia entre R$ 6 mil a R$ 7 mil mensalmente ao deputado.
A ex-funcionária confirmou que os empréstimos consignados que contraiu foram feitos a pedido de Mario Frias e Azevedo para cobrir despesas de campanha, ressaltando que muitos desses débitos ainda estão pendentes.
A atual administração do gabinete de Frias contestou as acusações, alegando que ele estava alheio à situação, e argumentou que os pedidos de investigação podem ser uma tentativa de se aproveitar de uma questão midiática.
Nenhuma declaração foi dada até o momento por Raphael Azevedo, ex-chefe de gabinete, que também mencionou seu distanciamento dos acontecimentos.
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Jornalista especializado em Política




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