Ciro Nogueira e outros políticos no alvo da Polícia Federal
Operações da PF revelam corrupção e fraudes em contratos públicos

A Polícia Federal deflagrou, em 7 de dezembro, ações em residências do senador Ciro Nogueira, líder do PP, no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master.
Os investigadores acusam Nogueira de receber pagamentos mensais de R$ 500 mil do proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, transmitidos por seu primo, Felipe Vorcaro. Além disso, surgiram provas de que Vorcaro teria instruído colaboradores a elaborar uma emenda para modificar a PEC 65/2023, que visava aumentar a proteção do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
✨ Os pagamentos e a emenda proposta podem configurar crime de corrupção passiva.
O relatório do ministro André Mendonça do STF, que autorizou as ações da PF, menciona que a emenda apresentada pelo senador reproduzia integralmente um texto desenvolvido pelos assessores do Banco Master, levantando sérias suspeitas sobre a atuação de Nogueira em benefício do banco.
Até o fechamento desta edição, não houve declarações das defesas de Nogueira e Felipe Martins sobre as alegações. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca, além da prisão do primo de Vorcaro.
Outra ação notável da PF ocorreu em 5 de dezembro, quando o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi detido na quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes em contratos de aquisição de materiais para a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
A evolução patrimonial de Rangel é alarmante: ao ser eleito vereador em 2020, seu patrimônio era de R$ 224 mil, e em 2022 já havia saltado para R$ 1,9 milhão, com ações em 18 postos de combustíveis.
O ministro Alexandre de Moraes do STF decidiu manter a prisão de Rangel e indeferiu a análise por parte da Assembleia Legislativa sobre sua situação.
Impacto da Violência de Gênero
No quesito violência de gênero, dados do Ministério da Justiça revelam que, de janeiro a março de 2026, o Brasil registrou 399 feminicídios, o que representa um aumento de 7,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, o maior número desde 2015.
Em média, uma mulher foi assassinada a cada 5 horas e 26 minutos, com São Paulo liderando as estatísticas, seguido por Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul.
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