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política
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Defesa pede investigação sobre sigilo após áudios de Lulinha

Pedido feito após campanhas eleitorais exporem possíveis ilegalidades

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 19:31
Defesa pede investigação sobre sigilo após áudios de Lulinha

A defesa da empresária Roberta Luchsinger solicitou ao ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) que inicie uma investigação para averiguar uma suposta quebra ilegal de sigilo telemático.

Esse pedido foi formalizado na terça-feira (21), depois que o jornal O Globo publicou que a campanha do senador Flávio Bolsonaro planejava divulgar gravações de diálogos entre Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Na alegação, os advogados de Roberta apontam que desconhecem qualquer autorização do STF permitindo acesso aos dados ou às comunicações da empresária. Diante disso, eles pedem que Mendonça esclareça se houve alguma ação autorizando a quebra de sigilo dentro da investigação em curso.

Caso tenha ocorrido tal autorização, a defesa requer acesso imediato à decisão e a todo o material coletado. Além disso, eles solicitam que seja apurada a origem de qualquer possível vazamento que possa ter beneficiado a campanha de um adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Advogados afirmam que a divulgação de informações sigilosas pode prejudicar o direito à ampla defesa.

Os advogados ressaltam que, se as informações confidenciais foram, de fato, divulgadas pela campanha adversária sem a devida autorização, isso caracteriza um crime de quebra irregular de sigilo telemático. Eles enfatizam que a eventual publicação de dados sigilosos, com propósitos eleitorais, pode comprometer princípios fundamentais do devido processo legal.

Roberta Luchsinger já foi alvo de diversas ações legais, incluindo busca e apreensão, bloqueio de bens e o uso de tornozeleira eletrônica, no contexto da Operação Sem Desconto.

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