Durigan discute designação de facções como terroristas com EUA
Ministro busca evitar sanções financeiras para o Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que se reunirá em breve com autoridades dos Estados Unidos para discutir a recente decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
O objetivo das conversas será explicar a posição do Brasil e mitigar possíveis repercussões econômicas que possam surgir dessa categorização. Em entrevista à rádio CBN, Durigan expressou sua preocupação de que essa designação poderia expor instituições financeiras brasileiras a possíveis sanções por parte dos EUA.
✨ A designação dos PCC e CV como terroristas pode afetar a operação de bancos brasileiros.
O ministro advertiu que qualquer suspeita de associações entre bancos locais e a movimentação de recursos ligados a essas facções pode resultar em punições severas. Na mesma linha, Durigan aludiu ao sistema de pagamentos instantâneos Pix, ressaltando a necessidade de defender seu funcionamento diante de acusações que possam surgir sobre seu uso pelo crime organizado.
Durigan destacou que o Pix é um marco da soberania financeira do Brasil e assegurou que o governo tomará medidas para defendê-lo de intervenções ou influências externas que possam comprometer a inovação financeira no país.
"Vamos fazer de tudo para proteger os brasileiros. O Pix é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil
Além disso, o ministro enfatizou a importância de intensificar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, embora tenha insistido que isso deve ser realizado através de um esforço colaborativo entre os países. Durigan reafirmou o compromisso brasileiro de agir diplomaticamente nessa questão, fornecendo informações técnicas necessárias às autoridades americanas.
O episódio também foi associado à investigação comercial movida pelos EUA contra o Brasil sob a Seção 301, uma ação que Durigan acredita ser motivada, em grande parte, por políticas internas, refletindo uma crítica ao clima político atual e às pressões externas recebidas por membros da família Bolsonaro.
Contexto
Na semana anterior, Estados Unidos adicionaram o PCC e o CV à lista de organizações terroristas, elevando as tensões entre Brasil e EUA, enquanto o governo Lula busca reforçar a cooperação na segurança.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

Conflito entre poderes dos EUA sobre prazos da guerra com Irã
Desacordo entre legisladores afeta as ações do executivo na guerra

Lula busca fortalecer laços Brasil-Alemanha durante visita
Presidente participa da Feira Industrial de Hanôver e reuniões com líderes alemães

Antissemitismo e antissionismo: diferenças e implicações globais
Entenda a confusão entre ambos os conceitos e suas repercussões

Flávio Bolsonaro busca inclusão do CV e PCC como terroristas nos EUA
Senador mira em medidas duras contra facções criminosas brasileiras





