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política
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Durigan discute designação de facções como terroristas com EUA

Ministro busca evitar sanções financeiras para o Brasil

Giovani Ferreira01 de junho de 2026 às 10:15
Durigan discute designação de facções como terroristas com EUA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que se reunirá em breve com autoridades dos Estados Unidos para discutir a recente decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.

O objetivo das conversas será explicar a posição do Brasil e mitigar possíveis repercussões econômicas que possam surgir dessa categorização. Em entrevista à rádio CBN, Durigan expressou sua preocupação de que essa designação poderia expor instituições financeiras brasileiras a possíveis sanções por parte dos EUA.

A designação dos PCC e CV como terroristas pode afetar a operação de bancos brasileiros.

O ministro advertiu que qualquer suspeita de associações entre bancos locais e a movimentação de recursos ligados a essas facções pode resultar em punições severas. Na mesma linha, Durigan aludiu ao sistema de pagamentos instantâneos Pix, ressaltando a necessidade de defender seu funcionamento diante de acusações que possam surgir sobre seu uso pelo crime organizado.

Durigan destacou que o Pix é um marco da soberania financeira do Brasil e assegurou que o governo tomará medidas para defendê-lo de intervenções ou influências externas que possam comprometer a inovação financeira no país.

"

Vamos fazer de tudo para proteger os brasileiros. O Pix é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil

Dario Durigan

Além disso, o ministro enfatizou a importância de intensificar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, embora tenha insistido que isso deve ser realizado através de um esforço colaborativo entre os países. Durigan reafirmou o compromisso brasileiro de agir diplomaticamente nessa questão, fornecendo informações técnicas necessárias às autoridades americanas.

O episódio também foi associado à investigação comercial movida pelos EUA contra o Brasil sob a Seção 301, uma ação que Durigan acredita ser motivada, em grande parte, por políticas internas, refletindo uma crítica ao clima político atual e às pressões externas recebidas por membros da família Bolsonaro.

Contexto

Na semana anterior, Estados Unidos adicionaram o PCC e o CV à lista de organizações terroristas, elevando as tensões entre Brasil e EUA, enquanto o governo Lula busca reforçar a cooperação na segurança.

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