Epamig leva expertise em cafeicultura a Moçambique em cooperação internacional
Missões técnicas visam fortalecer a produção de café na província de Manica

Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) realizaram duas missões técnicas na província de Manica, em Moçambique, com o intuito de aprimorar a cafeicultura local e promover um intercâmbio de conhecimento.
Essa colaboração faz parte de uma iniciativa Sul-Sul, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que conta com financiamento da Agência Italiana para a Cooperação ao Desenvolvimento (AICS). As visitas aconteceram em novembro de 2025 e março de 2026.
Objetivos das Missões Técnicas
Os principais objetivos das missões foram intercâmbio técnico, capacitação de profissionais e estudantes, além da identificação de problemas e propostas de soluções para a cafeicultura moçambicana. Os pesquisadores Gladyston Carvalho e Vinícius Andrade lideraram as missões.
✨ Avanços significativos foram registrados, como o plantio de experimentos com cultivares de café arábica e a instalação de Unidades Demonstrativas de Tecnologias.
As atividades incluíram treinamentos, encontros com representantes do setor público e privado, além de visitas a produtores e unidades de beneficiamento.
"É necessário priorizar o avanço técnico nas práticas agrícolas em todas as etapas do processo produtivo
Os pesquisadores apontaram fragilidades como a falta de um programa de pesquisa específico em cafeicultura e políticas de governança, mas também identificaram potencialidades na região, como aptidão para cultivo e oportunidades de desenvolvimento econômico.
Gladyston Carvalho destaca que a cafeicultura em Moçambique pode contribuir significativamente para o combate à pobreza e diversificação da economia rural, dada a qualidade do solo e a disponibilidade hídrica.
Contexto
O trabalho incluiu a instalação de experimentos na Universidade Unizambeze e em Gorongosa e alinhou-se ao Programa Integrado de Desenvolvimento Agrícola (ProDai) da FAO.
Com base nos diagnósticos realizados, os pesquisadores propuseram um conjunto de soluções organizadas em quatro eixos: fortalecimento da pesquisa e tecnologia, estruturação de governança, integração com mercados e sustentabilidade, além da continuidade da cooperação internacional.
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