Eleições no Peru: Keiko Fujimori se destaca após problemas logísticos
Keiko Fujimori é a favorita ao segundo turno após cadernos de votação falharem.

As eleições presidenciais no Peru foram reabertas nesta segunda-feira, 13 de maio, após contratempos logísticos que impediram a votação de aproximadamente 50 mil eleitores. A candidata da direita, Keiko Fujimori, emerge como a favorita para avançar ao segundo turno.
Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, anunciou uma contagem de 17% dos votos numa análise preliminar da autoridade eleitoral, com 53% das atas registradas. A competição pelo segundo lugar permanece incerta e pode apresentar surpresas entre os candidatos.
Problemas logísticos afetam votação
Milhares de cidadãos não conseguiram votar no domingo devido a atrasos na abertura das seções eleitorais em alguns bairros de Lima, o que levou as autoridades a estenderem o prazo de votação até esta segunda-feira. Os primeiros resultados favorecem o ultraconservador Rafael López Aliaga, seguido pelo social-democrata Jorge Nieto.
✨ As projeções do instituto Ipsos colocam Roberto Sánchez, da esquerda, como potencial adversário no segundo turno.
O novo presidente enfrentará o disparo da criminalidade e a instabilidade política que caracterizam o país, que teve oito presidentes na última década. Em um discurso emocionante, Fujimori destacou que 'o inimigo é a esquerda' e vê sua possível vitória como um avanço para os peruanos.
Críticas e protestos
O clima tumultuado das eleições foi acentuado por manifestantes críticos, incluindo López Aliaga. Eles se reuniram em frente à sede do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) para protestar, alegando fraude, enquanto a missão dos observadores da União Europeia não encontrou indícios de irregularidades.
✨ A violência relacionada à criminalidade aumentou no Peru, com homicídios dobrando e extorsões subindo drasticamente desde 2018.
Fujimori e López Aliaga buscaram atrair eleitores com promessas de estratégias rigorosas contra a criminalidade. Fujimori propôs retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos e implementar medidas drásticas, enquanto López Aliaga sugere estratégias de detenção isoladas na Amazônia.
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