Nova medida inclui candidatos de Canadá e México

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que jornalistas estrangeiros que solicitam vistos para trabalhar nos Estados Unidos terão suas contas de redes sociais analisadas. Essa medida, publicada em uma reportagem do veículo conservador The Daily Signal, representa uma expansão de uma política anterior do governo, que já exigia que candidatos a diversos tipos de visto tornassem suas perfis públicos.
Além dos jornalistas, agora essa triagem também se aplicará a trabalhadores do Canadá e do México. Contudo, o Departamento de Estado não confirmou os detalhes desta nova política, alegando uma política de não comentar sobre 'supostos documentos internos'.
✨ A medida pode afetar a liberdade de expressão e a segurança de jornalistas que desejam trabalhar nos EUA.
Um porta-voz do órgão explicou que a chamada 'análise de presença online' visa assegurar que os solicitantes estão em conformidade com a legislação americana, sem representar uma ameaça à segurança nacional ou à ordem pública. A triagem é parte de um esforço mais amplo para garantir que todos os imigrantes e solicitantes de visto sejam avaliados de maneira completa.
Apesar da justificativa de segurança, a nova política gerou inquietação entre defensores das liberdades civis, que temem que a liberdade de expressão possa ser cerceada. O USCIS já havia sinalizado que pretende monitorar postagens em redes sociais de imigrantes, incluindo conteúdo considerado problemático, como antissemitismo e manifestações de 'antiamericanismo'.
Recentemente, o governo americano revogou vistos de estudantes estrangeiros envolvidos em ações pró-Palestina e tem adotado uma postura mais rigorosa em relação à permanência de jornalistas e outros portadores de visto no país.
Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025, o governo tem procurado implementar políticas que considerem a presença online como critério para a concessão de vistos, aumentando a fiscalização sobre solicitantes de imigração.
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