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política
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Flávio Bolsonaro busca inclusão do CV e PCC como terroristas nos EUA

Senador mira em medidas duras contra facções criminosas brasileiras

João Pereira29 de maio de 2026 às 07:20
Flávio Bolsonaro busca inclusão do CV e PCC como terroristas nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro foi recebido na Casa Branca por Donald Trump, onde apresentou um pedido para que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, principais facções criminosas do Brasil, fossem incluídos como organizações terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA.

Em resposta, o Secretário de Estado Marco Rubio anunciou a classificação do Comando Vermelho e PCC como 'terroristas globais especialmente designados' (SDGTs), mas indicou que a inclusão na lista de organizações terroristas estrangeiras (FTOs) ocorreria em breve, prevista para 5 de junho. Essa mudança promete impactar significativamente as operações financeiras dos grupos.

A designação como SDGT permite ao governo americano aplicar sanções econômicas e congelar ativos associados àquelas organizações.

Diferenças entre SDGT e FTO

As implicações legais das classificações são diversas. A designação como SDGT, introduzida após os ataques de 11 de setembro, proporciona um meio para sancionar indivíduos e instituições financeiras ligadas ao financiamento de organizações terroristas. Já a inclusão na lista de FTOs é uma reprimenda mais severa, com consequências jurídicas e políticas significativas que podem levar a penas de prisão de até prisão perpétua para colaboradores e aqueles que sustentem as organizações.

Historicamente, a lista de FTOs tem como alvo grupos como Hezbollah e Al Qaeda, e a recente inclusão de organizações do crime organizado latino-americano ampliou o escopo de atuação dos EUA na região.

Se confirmada a inclusão do Comando Vermelho e do PCC na lista de FTOs, bancos e empresas que interagem com esses grupos podem enfrentar sérias consequências legais, apenas por conexões indiretas ou involuntárias.

Impactos e implicações políticas

A decisão de classificar essas facções como terroristas não só afeta as operações legais no Brasil, mas traz à tona um novo elemento de pressão sobre o governo de Lula, especialmente em um contexto de complexas negociações políticas e econômicas.

Essas sanções potencialmente elevam o risco de um ambiente político conturbado, pois qualquer acusado poderia ser processado sob a acusação de apoio ao terrorismo, criando assim um alerta sobre a segurança de muitos agentes políticos brasileiros.

A escolha de não incluir diretamente o Comando Vermelho e o PCC na lista de FTOs levanta questões sobre estratégias políticas e posturas negociadoras com o governo brasileiro, especialmente em relação à exploração de recursos naturais. O novo cenário proposto pela administração Trump pode criar um cenário complicado e instável para a política nacional e internacional.

Contexto Adicional

Desde 2021, o PCC já é classificado como 'traficante estrangeiro de narcóticos de relevo', o que facilita sanções a entidades financeiras que interagem com ele. Essa designação, no entanto, possui menor potencial de intervenção militar em comparação à classificação como FTO.

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