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FPA critica reportagens sobre a Ferrogrão e impactos ambientais

Entidade aponta omissões importantes em estudos técnicos

Carlos Silva22 de maio de 2026 às 18:00
FPA critica reportagens sobre a Ferrogrão e impactos ambientais

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) expressou, na última sexta-feira (22), sua insatisfação com as reportagens que abordam a Ferrogrão, uma ferrovia projetada para conectar Sinop (MT) a Miritituba, em Itaituba (PA), alegando que a cobertura jornalística carece de informações cruciais.

De acordo com a FPA, as análises financiadas pela Rainforest Foundation Norway (RFN), uma ONG baseada em Oslo, falham em considerar diversas partes dos estudos técnicos e seus impactos logísticos e ambientais. O projeto da Ferrogrão é considerado fundamental para otimizar o escoamento de grãos da região Centro-Oeste pelo Arco Norte, seguindo, em grande parte, o traçado da BR-163, que já serve como um importante corredor para transporte rodoviário de cargas.

A FPA afirma que o debate sobre a Ferrogrão deve incluir a migração de cargas das estradas para os trilhos, o que poderia reduzir em 3,4 milhões de toneladas as emissões de carbono por ano.

A entidade ressalta que as reportagens não explicaram adequadamente como a implementação da Ferrogrão poderia levar a uma diminuição do tráfego de caminhões na BR-163, potencialmente aumentando a segurança viária e reduzindo os custos de frete. Além disso, afirmam que os estudos indicam que não haverá criação de novas estradas vicinais ou terminais de carga em áreas de vegetação nativa, um ponto de grande relevância na discussão sobre o impacto territorial na Amazônia.

Contexto

A Rainforest Foundation Norway é envolvida na proteção de florestas tropicais e na defesa de direitos indígenas, com receitas estimadas em R$ 175 milhões em 2024.

Atualmente, o debate sobre a Ferrogrão permanece centrado em questões de licenciamento, traçado e as consequências socioambientais do projeto. A falta de acesso aos estudos completos e às respostas de outras partes envolvidas dificulta uma análise mais abrangente feita até agora.

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