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agricultura
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Condições climáticas ameaçam safra de trigo no Sul do Brasil

Precipitações intensas e variação no mercado afligem produtores

Gabriel Rodrigues24 de julho de 2026 às 10:45
Condições climáticas ameaçam safra de trigo no Sul do Brasil

Productores de trigo no Rio Grande do Sul e no Paraná estão alarmados devido às intensas chuvas e às condições climáticas desfavoráveis que impactam diretamente suas lavouras durante a reta final do plantio.

Este cenário preocupa ainda mais na semana em que os preços do trigo atingiram picos em Chicago, refletindo tensões geopolíticas entre a Rússia e a Ucrânia, que são grandes exportadores do grão.

O preço do trigo alcançou US$ 7,05 por bushel na Bolsa de Chicago, o maior valor em quase três anos.

Contexto

O plantio de trigo no Rio Grande do Sul já está praticamente finalizado, mas as chuvas continuam a ser uma preocupação. Em Santa Catarina, 77% da área prevista já está plantada, enquanto a colheita de trigo avança lentamente no Brasil.

De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a colheita no Brasil ainda está aquém do normal, com apenas 1,3% da área colhida até o momento, bem abaixo da média histórica.

As projeções para a safra de 2026 são alarmantes, com uma expectativa de queda de 20% na área plantada, totalizando 1,9 milhão de hectares, e uma redução de 27,9% na produção nacional, que deve cair para 5,86 milhões de toneladas.

Os principais fatores que contribuem para esse cenário incluem o aumento dos custos com fertilizantes, a competição com o trigo importado e a situação financeira precária de muitos produtores.

Por exemplo, no Rio Grande do Sul, que é o maior produtor de trigo do país, a área cultivada deverá recuar 28,6%, enquanto no Paraná, o segundo maior produtor, a redução esperada é de 13,5%.

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A subida do preço do trigo no mercado internacional está intimamente ligada ao conflito entre Rússia e Ucrânia, que causa incertezas nas exportações.

Com a previsão de declínio na produção nacional, a Conab estima que as importações de trigo do Brasil poderão ultrapassar 8 milhões de toneladas no próximo ano comercial, aumentando a dependência do trigo argentino.

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