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política
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Gabriel Galípolo esclarece reuniões com Alexandre de Moraes

Presidente do Banco Central nega conversas sobre Banco Master

Acro Rodrigues08 de abril de 2026 às 12:25
Gabriel Galípolo esclarece reuniões com Alexandre de Moraes

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, esclareceu hoje que suas reuniões com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, foram restritas ao tema das sanções norte-americanas da Lei Magnitsky contra o magistrado. Ele afirmou que não discutiu a liquidação do Banco Master durante esses encontros.

Reuniões focadas na Lei Magnitsky

Durante seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, Galípolo destacou a complexidade da situação relacionada à Lei Magnitsky, que traz sanções severas a indivíduos acusados de violação de direitos humanos. "Tive uma relação cordial com Alexandre de Moraes, e as conversas sempre giraram em torno desse tema específico. Mantenho sigilo sobre discussões que envolvem privacidade e segurança financeira", comentou.

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Todos os temas com a Suprema Corte eram sempre relacionados a isso [Magnitsky] e ao sigilo de familiares do próprio ministro.

Em julho de 2025, Alexandre de Moraes foi sancionado pelo governo dos EUA por alegações de abusos judiciais.

Contexto sobre a Lei Magnitsky

O que é a Lei Magnitsky?

Legislação americana que permite aplicar sanções a estrangeiros com histórico de violação de direitos humanos ou corrupção. As penalidades afetam o acesso ao sistema bancário internacional.

Além de Moraes, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, também foi alvo de sanções, devido a suspeitas de que estaria operando como uma rede de apoio financeiro ao ministro. Recentemente, o governo dos EUA retirou as sanções, permitindo que o casal recuperasse o acesso ao sistema financeiro internacional.

Escândalo do Banco Master

O Banco Master, conhecido como a 'maior fraude bancária' do Brasil, é investigado por vender R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília. O Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial do banco após irregularidades graves nas finanças da instituição.

O Banco Master apresentava um caixa de apenas R$ 4 milhões para compromissos de R$ 100 milhões, levando à sua liquidação em novembro de 2025.

O suposto elo entre o Banco Master e a família de Moraes baseia-se em relatórios e notícias sobre contratos firmados com o escritório de advocacia da esposa do ministro.

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