Coordenador do programa de reeleição de Lula defende eficiência no gasto público

O economista José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, criticou duramente as atuais políticas fiscais, alegando que o foco excessivo no equilíbrio das contas públicas não pode ser o único objetivo. Ele enfatizou que a gestão do estado deve ir além das metas financeiras.
Em um documento divulgado na noite de sexta-feira (7), Gabrielli associou o crescimento da dívida pública ao Banco Central e alertou que não se pode aceitar recomendações que demandam a criação de um superávit primário acima de 2% do PIB como solução viável.
✨ Gabrielli afirmou que o arrocho fiscal penaliza as camadas mais vulneráveis da sociedade.
O ex-presidente da Petrobras também celebrou os avanços nos pisos constitucionais para saúde e educação, destacando a necessidade de eficácia no gasto público, em vez de simplesmente cortar despesas que afetam os serviços essenciais.
Além disso, ele refutou propostas comuns como a contenção de reajustes de aposentadorias e salários, argumentando que isso é ineficaz diante das altas taxas de juros. "Conter esses aumentar é como 'enxugar gelo' se os juros forem mantidos em patamares elevados", afirma Gabrielli.
Gabrielli ainda criticou a regressividade do sistema tributário nacional. Ele defendeu o aumento da taxa sobre os mais ricos como forma de financiar políticas sociais de maneira mais justa.
O economista também qualificou as emendas parlamentares de R$ 61 bilhões, em 2026, como um 'sequestro do orçamento', que compromete a qualidade e a articulação das políticas públicas no país.
Por fim, Gabrielli relacionou o aumento da dívida pública ao alto custo dos juros, destacando que 90% do crescimento da dívida recente está ligado aos encargos financeiros, enquanto apenas 10% são resultado de déficits primários.
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