Governo Lula enfrenta recorde de saída de ministros para eleições
Pelo menos 16 membros do governo deixarão suas funções para concorrer a cargos nas eleições de outubro.

Nesta semana, pelo menos 16 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estarão deixando seus cargos para concorrer em eleições ou ajudar nas campanhas nos estados, conforme um levantamento da GloboNews.
Cenário de trocas ministeriais
Esse número pode aumentar, já que a situação de quatro ministros ainda está pendente. O atual mandato de Lula deve estabelecer um novo recorde no que tange à saída de ministros para as eleições, superando os 10 que ocorreram no governo de Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e o mesmo número registrado no final do mandato de Dilma Rousseff em 2014, bem como no segundo governo de Lula em 2010.
O prazo para que ministros se desliguem e possam concorrer, conhecido como desincompatibilização, se encerra no próximo sábado (4). Para facilitar essa transição, Lula agendará uma reunião na terça-feira (31) com os ministros e seus prováveis substitutos, buscando efetivar o máximo de mudanças já na próxima semana.
"A intenção do presidente é minimizar qualquer impacto que essas saídas possam ter sobre a eficiência do governo. Dessa forma, muitos secretários-executivos serão promovidos para assumir as pastas.
✨ O presidente busca um equilíbrio entre a governabilidade e as eleições.
Contratações e substituições
Os ministros que pretende deixar seus cargos têm diferentes prazos de afastamento, que variam entre três e seis meses.
- 1Fernando Haddad (PT) - governo de São Paulo
- 2Renan Filho (MDB) - governo de Alagoas
- 3Rui Costa (PT) - Senado pela Bahia
- 4Gleisi Hoffmann (PT) - Senado pelo Paraná
- 5André Fufuca (PP) - Senado pelo Maranhão
Entre os ministros confirmados que se afastarão, Fernando Haddad já lançou sua pré-candidatura ao governo paulista, e Renan Filho busca novamente o governo de Alagoas, onde já governou. Por outro lado, Rui Costa e Gleisi Hoffmann almejam uma vaga no Senado.
Camilo Santana e Geraldo Alckmin estão entre os ministros que devem se envolver em campanhas eleitorais, enquanto outros, como Márcio França, permanecem com sua situação indefinida.
"O ministro Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, também deixará seu posto, mas seguirá para atuar como marqueteiro na campanha de Luiz.
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