Ministro André Mendonça defende que a continuidade das comissões parlamentares é prerrogativa das minorias.

Na sessão desta quinta-feira (26), o ministro do STF, André Mendonça, votou a favor da prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, propondo uma extensão de até 60 dias. O relator destacou em sua manifestação que o direito de funcionamento das CPIs é uma garantia das minorias no Congresso.
O ministro utilizou precedentes do Supremo para argumentar que as CPIs são um "direito público subjetivo" das minorias, fundamental para sua atuação de fiscalização e oposição dentro do processo democrático. A discussão surgiu a partir de uma ação apresentada por membros da CPMI que apontaram a falta de ação da Mesa Diretora do Congresso e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em relação à leitura do requerimento de prorrogação, um passo vital para a continuidade dos trabalhos.
"O funcionamento da comissão é uma prerrogativa das minorias, vital para a sua função fiscalizadora
✨ Mendonça já havia concedido, em uma decisão anterior, a prorrogação por até 120 dias, dada a 'omissão deliberada' da presidência do Senado.
A CPMI, em funcionamento desde agosto de 2025, investiga fraudes relacionadas a aposentadorias e pensões do INSS e, recentemente, tem explorado irregularidades ligadas ao Banco Master.
Com a expectativa de que o prazo final de funcionamento da comissão se aproxima, a liderança da CPMI apresentou um mandado de segurança no STF para solicitar a continuidade de suas atividades. O relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), informou que, caso o STF não avalize a prorrogação, ele fará a leitura do relatório final na sexta-feira (27).
Nos últimos meses, as investigações da CPMI não apenas desvelaram fraudes relacionadas a benefícios do INSS, mas também revelaram informações sobre o Caso Master. Recentemente, dados de celulares apreendidos do proprietário do banco, Daniel Vorcaro, foram vazados, expondo trocas de mensagens com importantes figuras do STF.
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