Voltar
política
2 min de leitura

Governo Lula se opõe ao novo texto sobre trabalho por aplicativos

Ministros defendem que base aliada vote contra proposta na Câmara

Ricardo Alves09 de abril de 2026 às 21:51
Governo Lula se opõe ao novo texto sobre trabalho por aplicativos

Ministros do governo Lula manifestaram sua oposição ao novo parecer sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos, apresentado pelo relator Augusto Coutinho (Republicanos-PE), durante uma reunião ministerial realizada na quinta-feira (9). Essa nova proposta é considerada um retrocesso significativo em relação ao projeto anterior pelo Palácio do Planalto.

Retrocessos e preocupações

O projeto de lei complementar 152/2025, que pretende regulamentar o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos, é visto como prejudicial pela equipe de Lula. Os ministros avaliaram que a versão atual do relator não apenas limita garantias aos trabalhadores, mas também amplia o poder das plataformas, reduzindo mecanismos essenciais de proteção social, especialmente em um ano eleitoral.

Mudanças propostas na remuneração, transparência e direitos dos trabalhadores geram grandes preocupações no governo.

Entenda a proposta

O novo texto estabelece regras para trabalhadores, plataformas e usuários, mantendo a autônomos, mas gerando controvérsias sobre a regulamentação da remuneração e direitos sociais.

Mudanças na remuneração e direitos

As críticas ao novo parecer incluem uma alteração nas regras de pagamento, onde agora são permitidos dois modelos: pagamento por taxa mínima ou por tempo de operação. O governo teme que isso resultará em mudanças unilaterais favoráveis às empresas. Além disso, o plano reforça a possibilidade de retirada de direitos, como adicionais por trabalho noturno ou em feriados.

Outra preocupação é a redução da transparência, com o uso do 'segredo de negócio' para limitar o acesso a informações sobre a distribuição de corridas e avaliações dos trabalhadores. Além disso, as empresas não precisariam mais detalhar os preços cobrados dos usuários.

Impacto nas garantias previdenciárias

O parecer também altera a responsabilidade das plataformas em fornecer pontos de apoio e estrutura básica, que deixariam de ser obrigatórios. O governo ainda argumenta que a cobertura do seguro de saúde foi restringida, excluindo invalidez temporária e limitando a extensão da proteção a familiares, além de diminuir os custos atribuídos às empresas sobre taxas cobradas dos trabalhadores.

Próximos passos do governo

Diante do cenário, a avaliação do Planalto é de que o novo texto se distancia dos pontos que consideram fundamentais para a proteção dos trabalhadores, favorecendo as empresas. O governo planeja mobilizar a base aliada para votar contra a proposta de Coutinho e continuar insistindo em sugestões já apresentadas, como a criação de um piso remuneratório de R$ 10 por corrida e pagamentos integrais por entregas múltiplas.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política