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política
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Haddad alerta para risco de milícias em SP se segurança não melhorar

Ex-ministro critica gestão de segurança e propõe soluções

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 22:00
Haddad alerta para risco de milícias em SP se segurança não melhorar

Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira (8) que o estado pode estar a caminho de formar milícias no interior devido à diminuição da atuação do governo na segurança pública.

Durante uma entrevista ao 'Canal do Barão', ele criticou a gestão de segurança do governador Tarcísio de Freitas, destacando que a falta de investimentos e a concentração de poder em poucos setores estão levando a essa situação de descontrole.

Haddad enfatizou que as milícias, que vendem serviços de segurança, estão se tornando uma realidade preocupante em São Paulo.

O ex-ministro também citou como o aumento da insegurança impacta o custo de transporte para as mercadorias, sublinhando a importância de reverter essa tendência com um aumento no investimento estatal em segurança.

Neste mesmo dia, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) realizou uma operação que resultou na prisão de nove pessoas ligadas ao furto e roubo de cargas de carne. Este evento ilustra a urgência de uma ação eficaz contra o crime organizado.

A pesquisa Datafolha recente revelou que Tarcísio de Freitas está à frente na corrida pelo governo de São Paulo, com 46% das intenções de voto, seguido por Haddad com 30%.

Dados da Pesquisa Datafolha

Os dados indicam um cenário competitivo, mas com Tarcísio possuindo uma vantagem significativa. A rejeição também foi analisada, mostrando que Haddad tem 47% de rejeição.

Haddad criticou ainda a antítese da estratégia de segurança do ex-secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, e defendeu a Proposta de Emenda à Constituição que visa integrar as ações policiais de diferentes níveis.

O ex-ministro afirmou que deseja incorporar a segurança pública em sua agenda prioritária, assim como a educação, mesmo reconhecendo a necessidade de diálogo com figuras de esquerda nas eleições para formar coalizões.

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