Haddad critica privatizações e busca apoio no interior de São Paulo
Ex-ministro elenca desafios e defende medidas para agricultores

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato do PT à governo de São Paulo, enfrenta desafios no interior do estado, onde o conservadorismo tem sido um obstáculo em eleições anteriores. Embora tenha vencido na capital e região metropolitana, o voto rural resultou na vitória do adversário Tarcísio de Freitas.
Em sua abordagem, Haddad destacou que o 'interior de São Paulo está pagando um preço alto' pelo aumento das tarifas de transporte, associadas à influência dos bolsonaristas. Ele defendeu que a segurança no transporte de mercadorias é uma preocupação crescente, que ele planeja abordar nas próximas eleições.
✨ O plano Safra de 610 bilhões de reais foi um marco no governo Lula, com empréstimos a juros substancialmente menores.
Além de enfatizar o impacto do 'tarifaço' de Donald Trump sobre os produtores rurais, Haddad relembrou que durante o governo Lula, o Plano Safra alcançou valores recordes, oferecendo empréstimos com juros subsidiados. O plano deste ano chega a 610 bilhões de reais, um aumento de 16 bilhões em relação ao ano anterior.
Haddad também comentou sobre a aparição de 'milícias' no interior paulista, afirmando que a contratação de segurança privada pelos agricultores é uma resposta ao insatisfatório serviço público de segurança. Ele descreveu essa situação como uma ameaça ao início de operações ligadas ao crime organizado.
A segurança pública será uma das suas prioridades na campanha, mencionando a necessidade de reformas neste setor. Haddad criticou o ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio, Guilherme Derrite, afirmando que ajustes na legislação recente deixaram brechas para criminosos.
O ex-ministro também questionou as privatizações no estado, argumentando que muitos serviços públicos têm se deteriorado após a desestatização. Ele destacou a privatização do serviço funerário em São Paulo e a conversão de parques em shoppings, o que representa uma perda de espaços públicos.
Por fim, ao discutir a privatização da Sabesp, Haddad expressou interesse em revisar o contrato, argumentando que os custos de água aumentaram enquanto a qualidade do serviço diminuiu. Ele demonstrou ceticismo em relação às promessas de Tarcísio sobre as linhas do Metrô, que ainda estão sob controle estatal.
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