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política
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Investigação do MP francês apura ingerência israelense nas eleições locais

Campanha de desinformação visa candidatos da esquerda radical

João Pereira26 de maio de 2026 às 16:55
Investigação do MP francês apura ingerência israelense nas eleições locais

O Ministério Público de Paris iniciou uma investigação em relação a possíveis interferências estrangeiras nas eleições municipais francesas de março, envolvendo uma empresa israelense. A diligência se concentra em uma campanha de desinformação direcionada a candidatos do partido de esquerda radical, França Insubmissa (LFI).

Detalhes da investigação

As suspeitas se referem a operações realizadas em três cidades: Marselha, Toulouse e Roubaix. Os crimes investigados incluem colaboração com forças estrangeiras, manipulação do eleitorado por meio de notícias falsas e promoção de apologia ao terrorismo, levando em conta logotipos utilizados na campanha negativa.

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Você pega o carro e vê um cartaz com seu nome e um QR code que remete a falsas acusações de estupro.

Sébastien Delogu, candidato da LFI em Marselha

Os candidatos alegam que foram alvo de difamações, incluindo fake news e manipulações nas redes sociais. François Piquemal, candidato em Toulouse, relatou que suas senhas foram divulgadas, além de ser alvo de rumores maliciosos.

A campanha de desinformação foi supostamente realizada a partir de Israel.

Fontes indicaram que duas empresas sediadas em Israel podem estar por trás das operações. Os candidatos acreditam que estão sendo atacados devido ao seu apoio à causa palestina.

Contexto adicional

O Viginum, serviço responsável pelo combate à desinformação, corroborou a existência de um mecanismo para disseminação de conteúdos enganosos, alertando que isso pode ameaçar os interesses da nação francesa.

O Ministério Público esclareceu que a noção de 'ingerência' se refere à intervenção de um Estado e que, até o momento, não há evidências de tal atividade.

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