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Israel recusa-se a retirar tropas e complica negociações EUA-Irã

Ministro da Defesa israelense impede avanço nas tratativas de paz.

Mariana Souza24 de junho de 2026 às 17:05
Israel recusa-se a retirar tropas e complica negociações EUA-Irã

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (24) que as tropas de seu país não deixarão o sul do Líbano, o que representa um obstáculo nas negociações de paz entre Irã e Estados Unidos, que buscam estabilizar a região.

Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está no Oriente Médio buscando apoio para um acordo de paz recém-assinado entre os Estados Unidos e o Irã, que visa encerrar as hostilidades.

O fechamento do Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo, impactou as economias globais e gerou reações diversas.

Katz enfatizou que não há pressão americana para que Israel retire suas tropas e destacou a importância da presença militar em uma região marcada por tensões com o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. "As Forças de Defesa de Israel estão preparadas e não vamos recuar desse compromisso", afirmou durante uma conferência em Tel Aviv.

O cenário se complica, pois as conversas entre o Líbano e Israel, mediadas pelos EUA, buscam um acordo que permita a retirada israelense de partes do território libanês invadido. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o cessar-fogo no Líbano é essencial para a paz na região.

A proposta de acordo já recebeu críticas, pois muitos países da região consideram os termos excessivamente favoráveis ao Irã, incluindo a liberação de U$ 300 bilhões e o alívio de sanções.

Contexto

Os Estados Unidos e o Irã concordaram em um acordo inicial para pôr fim às hostilidades, mas a execução do mesmo esbarra nas tensões regionais e discordâncias. O Irã contesta não ter recursos comprometidos no âmbito do acordo nuclear.

Rubio está em uma missão para acalmar os aliados árabes dos EUA, incluindo reuniões com líderes dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait. A viagem ocorre em um momento em que o Irã aumentou suas atividades militares, elevando a preocupação sobre a segurança na região.

Trump, sob pressão de aliados internos, declarou que os fundos iranianos seriam utilizados apenas para adquirir bens dos Estados Unidos, como alimentos e suprimentos médicos. Contudo, o Irã refutou essa afirmação, acentuando as desconfianças em relação ao acordo.

Questionado sobre o Estreito de Ormuz, Trump destacou que, segundo o Irã, não haverá cobranças para a passagem de navios, desmentindo rumores sobre taxas que poderiam surgir dessa negociação.

O debate político nos EUA continua intenso, com movimentos no Senado buscando desafiar a gestão da guerra e suas implicações nas relações internacionais, mas a situação no Oriente Médio permanece crítica.

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