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política
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Itamaraty critica 'traidores' sobre tarifas dos EUA ao Brasil

Governo brasileiro pede desculpas por tarifas impostas pelos EUA

Acro Rodrigues24 de junho de 2026 às 19:20
Itamaraty critica 'traidores' sobre tarifas dos EUA ao Brasil

Nesta quarta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil acusou certos segmentos políticos de serem 'traidores da pátria' e exigiu um pedido de desculpas pelas tarifas que os Estados Unidos impuseram ao Brasil.

A polêmica começou na terça-feira (23), quando o escritório do senador Flávio Bolsonaro (PL) enviou um pedido aos EUA para participar de uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) marcada para 6 de julho. A audiência discutirá as tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros.

O Itamaraty argumenta que as tarifas resultam de uma interferência externa na justiça brasileira e que é preciso apresentar desculpas pelos prejuízos causados.

De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro já apresentou duas defesas por escrito à USTR, demonstrando que as políticas adotadas pelo Brasil não prejudicam o comércio com os Estados Unidos. Ademais, representantes do Brasil têm se reunido em Washington para consultas com a delegação americana.

Desde a divulgação da nova proposta de tarifa dos EUA em 2 de junho, a equipe do governo Lula tem intensificado diálogos diplomáticos. O objetivo é persuadir as autoridades americanas de que uma solução amigável seria mais benéfica do que a imposição da tarifa de 25%.

Contexto da Tarifa

O USTR é responsável por elaborar a política comercial dos EUA e pode tomar medidas como a imposição de tarifas após investigar práticas comerciais.

Além disso, o senador Flávio Bolsonaro, que se apresentou como membro do Senado Federal e pré-candidato à presidência nas próximas eleições, solicitou um tempo de cinco minutos para se manifestar pessoalmente em inglês durante a audiência pública.

No requerimento, ele menciona já ter se encontrado com várias figuras importantes do governo americano, como o ex-presidente Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, para discutir os mesmos temas que motivaram a investigação do USTR.

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