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política
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Juíza veta uso de camisa da seleção pela campanha de De la Espriella

Decisão ocorre em meio a polêmica eleitoral na Colômbia

Gabriel Rodrigues04 de junho de 2026 às 15:50
Juíza veta uso de camisa da seleção pela campanha de De la Espriella

Uma juíza de Bogotá decidiu proibir o candidato de ultradireita à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, de usar a camisa da seleção nacional como símbolo de sua campanha política. A medida foi tomada após críticas de opositores de esquerda durante a corrida eleitoral para o segundo turno.

Iván Cepeda, candidato de esquerda e aliado do atual presidente, Gustavo Petro, acusou De la Espriella de se apropriar da camisa para fins políticos. O segundo turno das eleições está agendado para 21 de junho, e De la Espriella foi o vencedor do primeiro turno.

A decisão judicial estabelece que o uso da camisa da seleção nacional como identificação política deve cessar imediatamente.

De la Espriella, um advogado de 47 anos que desponta como favorito nas pesquisas, frequentemente aparece em eventos públicos vestindo a camisa da seleção, especialmente com a Copa do Mundo da América do Norte se aproximando. A juíza determinou que ele não pode mais utilizá-la para promover sua campanha ou imagem pessoal em espaços públicos ou em qualquer meio de comunicação.

Os seguidores de De la Espriella, conhecidos por seu fervor, usam camisas estampadas com a cabeça de tigre, juntamente com saudações militares em comícios. A situação gerou divisões na sociedade colombiana, com apoiadores da seleção além de acordos oficiais do futebol, tomando às ruas com a camisa tricolor e vibrando pelo torneio que começa em breve.

Contexto

A Colômbia fará sua estreia na Copa do Mundo contra o Uzbequistão no dia 17 de junho, um evento muito aguardado pelos torcedores.

A politização de um símbolo nacional como a camisa da seleção provocou reações mistas, com a esquerda se sentindo desconfortável, enquanto a extrema-direita apoia o uso da camisa como uma demonstração de patriotismo.

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