Candidata promete ordem e aliança com EUA durante campanha no Peru

A candidata Keiko Fujimori, à frente nas eleições presidenciais do Peru, anunciou medidas contundentes contra a imigração irregular e estratégias para estimular o investimento dos Estados Unidos na nação, durante uma entrevista à AFP.
Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, participa pela quarta vez do pleito e se compromete a restaurar a ordem em um prazo de 100 dias, em meio a crescentes índices de criminalidade. Ela se alia a líderes conservadores da América Latina e tenta fortalecer os laços com Washington para aumentar a participação norte-americana na economia peruana.
✨ Keiko tem atualmente 15% das intenções de voto e lidera com uma leve vantagem em relação aos concorrentes.
Os desafios para a candidata são significativos, uma vez que o cenário eleitoral conta com 35 candidatos, entre eles um comediante e figuras conhecidas. Ambos os campos disputam a confiança da população em um contexto de descontentamento político e social.
Fujimori expressou sua intenção de expulsar imigrantes sem documentos, sendo a comunidade venezuelana a mais afetada nessa questão. Ela propõe ainda a criação de um corredor humanitário para facilitar o retorno dos que foram forçados a deixar seu país natal.
O Peru tem enfrentado uma grave crise política, com várias mudanças de presidentes em uma década, e Keiko busca uma nova oportunidade no ambiente eleitoral conturbado.
A candidata também se comprometeu a pedir ao Congresso a aprovação de medidas polêmicas, como o aumento do controle militar nas prisões e a criação de tribunais com juízes anônimos. Essas propostas reavivam debates sobre direitos humanos e garantias processuais no país.
Keiko já participou das eleições de 2011, 2016 e 2021, mas não conseguiu vencer nos segundos turnos. Para ela, a atual situação do país pede um estilo de liderança reminiscentes de seu pai, que é uma figura polarizadora entre os peruanos.
"O que pedem hoje é um Fujimori, e aqui estou!
O voto deste domingo será decisivo, já que os peruanos também escolherão pela primeira vez desde 1990 novos deputados e senadores, colocando fim a um Congresso unicameral.
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Jornalista especializado em Política

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