Lula critica líderes globais e defende multilateralismo em Barcelona
Presidente pede responsabilidade internacional em meio a crises globais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, a irresponsabilidade de líderes mundiais com relação a guerras e invasões, enfatizando a necessidade de um comprometimento maior com a paz.
✨ Lula cobrou, especialmente, a inclusão da África do Sul no G20, desafiando a autoridade do presidente americano, Donald Trump.
Em seu discurso, Lula manifestou-se contra os riscos que a dinâmica atual impõe ao mundo, afirmando que "não podemos começar e terminar o dia com ameaças de guerra". Ele se referiu especificamente aos conflitos no Oriente Médio e à tensão com o Irã, questionando as consequências para aqueles que já enfrentam dificuldades financeiras.
Além das questões de segurança, o presidente expressou sua preocupação com a situação em Cuba e pediu a suspensão do embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, alegando que o mundo não pode gastar trilhões em armamentos enquanto a população passa fome.
Lula também destacou o papel da Organização das Nações Unidas (ONU), que, segundo ele, está perdendo força. Ele clama por um ativismo maior de líderes mundiais nas discussões da entidade, argumentando que a ONU é um instrumento vital que precisa funcionar para regular questões globais.
""O que não pode é o mundo gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas enquanto o povo passa fome"
✨ Ele sublinhou: "Vamos lutar para que a África do Sul esteja no G20; nenhum presidente isolado pode decidir sobre a participação de um país neste grupo".
Lula dirigiu-se a Cyril Ramaphosa, presidente sul-africano, convidando-o a se preparar para estar presente no G20, desafiando as declarações de exclusão feitas por Trump que alegava um "genocídio" de fazendeiros brancos na África do Sul, uma acusação fortemente contestada pelo governo do país e por especialistas.
A reunião em Barcelona reuniu líderes globais em um contexto marcado por tensões políticas, com o objetivo de fortalecer a democracia e promover um diálogo eficaz sobre os desafios contemporâneos, reforçando a importância do multilateralismo diante do aumento de governos autoritários.
O Fórum, estabelecido por líderes progressistas, incluindo Lula e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, visa fomentar um espaço colaborativo contra o avanço de movimentos extremistas, refletindo sobre as fragilidades da democracia no cenário internacional atual.
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