Intensificação da violência atinge civis e gera preocupação internacional

Nesta terça-feira, 21, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos alertou sobre a recente escalada dos ataques do Exército israelense na Faixa de Gaza, que resultaram na morte de pelo menos 57 palestinos entre 13 e 20 de julho.
Durante uma coletiva de imprensa em Genebra, Thameen Al-Kheetan, porta-voz da entidade, ressaltou que, após nove meses do cessar-fogo, não existe um lugar seguro para a população palestina em Gaza. Ele criticou a intensificação dos bombardeios israelenses, que estão atingindo áreas densamente povoadas e deixando um saldo severo de mortos e feridos.
Os ataques, segundo Al-Kheetan, afetaram prédios residenciais, uma tenda destinada a deslocados e várias outras áreas com alta concentração de civis. Entre os mortos contabilizados, havia crianças e mulheres, somando-se a um trágico total de vítimas desde o cessar-fogo de outubro de 2025.
✨ Mais de 1.144 palestinos perderam a vida desde o início do cessar-fogo, conforme dados do Ministério da Saúde local.
O Exército israelense declarou que suas operações visam indivíduos do Hamas e da Jihad Islâmica envolvidos em ações contra Israel, incluindo o ataque de 7 de outubro de 2023 e a detenção de reféns. No entanto, as circunstâncias relativas aos bombardeios têm sido motivo de preocupação para a comunidade internacional.
As restrições à imprensa e ao acesso à Faixa de Gaza dificultam a verificação independente das informações e das condições de segurança no local, o que torna o acompanhamento da situação ainda mais desafiador.
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Jornalista especializado em Internacional

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