Voltar
política
2 min de leitura

Lula critica possíveis taxas de Trump no Estreito de Ormuz

Presidente brasileiro classifica ações dos EUA como pirataria.

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 13:35
Lula critica possíveis taxas de Trump no Estreito de Ormuz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na segunda-feira (13) os comentários do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do Estreito de Ormuz, descrevendo a ideia de cobrança de taxas sobre embarcações como 'pirataria'.

Lula expressou sua indignação após Trump afirmar em entrevista à Fox News que os Estados Unidos deveriam ser 'os guardiões do estreito' e deveriam receber uma taxa de 20% sobre o transporte de petróleo por navios na região.

Lula acusou Trump de querer tirar vantagem da desgraça alheia ao falar em taxa de segurança sobre a passagem pelo estreito.

Durante a visita a laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia em São Paulo, Lula pontuou que a proposta de cobrança é imoral, especialmente considerando o contexto de tensão no Oriente Médio. Ele afirmou que isso é um retorno a uma prática que há muito tempo era combatida pelos EUA: a pirataria.

"

Antigamente, isso se chamava pirataria. Não volte agora a virar pirata

Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, Lula criticou a busca de lucro em meio aos conflitos, considerando 'anormal' a cobrança de taxas em situações de guerra. Ele destacou a necessidade de manter um princípio de justiça e moralidade nas relações internacionais.

Contexto

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica, crucial para o transporte de petróleo, envolvendo frequentes tensões geopolíticas, especialmente entre os EUA e o Irã. A segurança na região sempre foi um tema delicado em relações internacionais.

Lula também aproveitou a ocasião para afirmar que o Brasil não cobrará alíquotas adicionais sobre a venda de biodiesel, defendendo preços justos para o combustível produzido nacionalmente.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política