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política
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Lula critica privatizações e defende Petrobras em evento em MS

Presidente questiona os resultados das vendas de estatais durante cerimônia.

Gabriel Azevedo25 de junho de 2026 às 14:45
Lula critica privatizações e defende Petrobras em evento em MS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (25) diversas privatizações no Brasil, incluindo a BR Distribuidora, a Liquigás e a Eletrobras, durante um evento em Mato Grosso do Sul dedicado à retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III).

Em sua fala, Lula destacou a importância da Petrobras nos setores de combustíveis e gás, além de sua função na transição energética. Ele desafiou os resultados da privatização da BR Distribuidora, que anteriormente pertencia à estatal e atuava na distribuição de combustíveis.

O impacto das privatizações no Brasil tem ganhado destaque, especialmente com as recentes flutuações nos preços do petróleo devido a conflitos internacionais.

Lula mencionou a Liquigás, ressaltando que a incorporação da empresa buscou assegurar que a Petrobras pudesse regular o preço do gás de cozinha. O presidente apontou que o produto tem um custo de produção inferior a R$ 40, mas chega ao consumidor final entre R$ 160 e R$ 170.

Além disso, ele lembrou que a Petrobras está proibida de competir com a Vibra, que foi a ex-BR Distribuidora, até 2029, embora o governo tenha reafirmado seu respeito a essa cláusula contratual. Essas questões têm sido debatidas por membros da administração federal, especialmente em razão da alta dos preços dos combustíveis.

Ao discutir a Eletrobras, atualmente conhecida como Axia Energia, Lula questionou os benefícios que a privatização trouxe para o Brasil e para a qualidade da energia disponível no país, sublinhando a função vital da Petrobras na transição energética.

Contexto

O projeto UFN-III faz parte do Novo PAC e contará com investimentos superiores a R$ 5 bilhões para sua conclusão, de acordo com informações do Palácio do Planalto.

Na cerimônia, Lula reiterou a posição de que a Petrobras não deve ser vista apenas como uma empresa de petróleo, mas como um agente essencial para o futuro energético do país.

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