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Justiça
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STF rejeita habeas corpus de ex-gerente da Petrobras por Lava Jato

Dias Toffoli descarta pedido que visava declaração de prescrição.

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 14:30
STF rejeita habeas corpus de ex-gerente da Petrobras por Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, negou o habeas corpus solicitado por Glauco Colepicolo Legatti, ex-gerente da Petrobras e investigado na operação Lava Jato. Legatti, condenado pela 13ª Vara Federal de Curitiba, buscava a declaração de prescrição da pretensão punitiva por alegar inércia no processo.

Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Legatti foi envolvido em um esquema que consistia em receber recursos de contratos fraudulentos entre a Petrobras e a Galvão Engenharia. A defesa do réu argumentou que, após a declaração de nulidade de provas pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça em 2021, o exame do pedido de prescrição foi negligenciado, configurando um constrangimento ilegal.

O STF alegou que não havia decisão colegiada do STJ, o que impediu o prosseguimento da análise do caso.

Toffoli ressaltou que a mera demora de dois anos na análise do pedido não era um motivo suficiente para caracterizar a negativa de prestação jurisdicional. O ministro destacou que o Supremo não tinha elementos concretos para avaliar a alegada prescrição, visto que não havia recurso relacionado ao caso em tramitação na Corte.

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“Não se pode considerar a demora, por si só, como negativa de prestação jurisdicional”, concluiu Toffoli em sua decisão, datada de 14 de julho.

Contexto

Glauco Legatti, em sua função na Petrosquisa, geriu negócios do setor energético e foi implicaado em esquemas de corrupção da Lavajato em meio a contratos com a Petrobras.

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