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política
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Lula critica Trump e pede ações no conflito do Irã

Presidente brasileiro defende mudanças no Conselho de Segurança da ONU

Gabriel Rodrigues16 de abril de 2026 às 18:55
Lula critica Trump e pede ações no conflito do Irã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas a Donald Trump, ressaltando sua postura agressiva ao ameaçar outros países com guerras. Lula ainda destacou que Trump não é o 'imperador do mundo', chamando a atenção para a necessidade de um novo direcionamento nas relações internacionais.

As declarações de Lula foram feitas em uma entrevista à revista alemã Der Spiegel, publicada nesta quinta-feira (16), justo no dia em que o presidente inicia sua viagem pela Europa, com escalas programadas na Alemanha, Espanha e Portugal.

Lula pediu convocação do Conselho de Segurança da ONU para discutir a situação no Irã, afirmando que a inação da comunidade global é alarmante.

Em suas declarações, Lula manifestou preocupação com o possível impacto de ações belicosas, como uma guerra com o Irã, ressaltando que os mais vulneráveis seriam os que mais sofreriam, especialmente os países latino-americanos e africanos. 'Não é aceitável que os pobres paguem pela guerra', afirmou.

O presidente também sugeriu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, convoque uma Assembleia Geral extraordinária para que líderes mundiais sejam responsabilizados. Sobre o Conselho de Segurança, Lula propôs a inclusão de novos membros permanentes, representando regiões como a África e o Oriente Médio, além de países como Brasil e Alemanha.

Criticando a atual composição do Conselho de Segurança, Lula questionou como é possível que os cinco membros permanentes, que detêm poder militar significativo, sejam também os maiores produtores de armas. Ele citou conflitos recentes envolvendo essas nações, como as intervenções na Líbia e a invasão do Iraque.

Lula também abordou a possibilidade de ajudar Cuba, afirmando que o Brasil poderia enviar medicamentos e alimentos, mas evitando o envio de petróleo para não prejudicar a Petrobras.

Quanto à sua futura candidatura à reeleição, Lula mencionou que a decisão dependerá da convenção do PT, mas já mostrou disposição ao afirmar que está pronto para a disputa. 'Quero viver até os 120 anos', brincou em tom leve.

Sobre a rivalidade política com Flávio Bolsonaro, Lula destacou estar preparado para aceitar o resultado das urnas, independente do veredito. 'Respeitaremos a decisão do povo', garantiu.

Durante sua viagem à Europa, que ocorre de 17 a 21 de abril, ele participará da Feira de Hannover, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz. Além disso, Lula aproveitou para comentar sobre a culinária, revelando gosto por salsichas típicas quando está na Alemanha.

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