Lula defende diversificação comercial após imposição de tarifas dos EUA
Presidente critica novas taxas e busca novos parceiros comerciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil deve diversificar seus laços comerciais e buscar novos parceiros, em reação às propostas de imposição de tarifas que os Estados Unidos estão avaliando para produtos brasileiros.
Na última segunda-feira (1º), um relatório do governo dos EUA sugeriu a implementação de tarifas de até 25% sobre mercadorias do Brasil, o que levou Lula a enfatizar que o país não se deixará abater. Ele disse: 'Não vamos ficar chorando, vamos procurar outros parceiros. Se eles não quiserem comprar, encontraremos outros compradores.'
✨ Lula reafirmou que o Brasil deve ser tratado com respeito, considerando sua importância histórica e econômica.
O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) também sugeriu tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos de diversas nações, alegando que essas economias não tomaram medidas adequadas contra práticas de trabalho forçado. Frente a isso, Lula expressou sua surpresa e rejeição a tais tratativas, defendendo que o país não deve se submeter a imposições desse tipo.
Reunião Ministerial
Durante a reunião ministerial, o presidente destacou a necessidade de ajustar a comunicação do governo em relação ao aumento de tarifas. 'Estão tentando prejudicar o Brasil por interesses mesquinhos', disse Lula, enfatizando a importância de resistir a esse tipo de campanha durante as próximas eleições.
O presidente também pediu aos ministros que evitem anunciar novos projetos até o fim do ciclo eleitoral, dada a proibição de ações que possam dar benefícios indevidos a candidatos do governo em exercício.
✨ A partir de 4 de julho, regras mais rígidas entrarão em vigor, limitando a publicidade institucional e inaugurações.
Lula alertou seus ministros a coordenarem bem a comunicação, lembrando que esse período é crucial para garantir a lisura nas eleições e manter a imagem do governo. Ele reiterou a importância de uma presença visível do governo em eventos oficiais para evitar confusões sobre a representatividade nas ações.
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