Lula e Flávio Bolsonaro empatam em pesquisa de intenção de voto
Pesquisa revela leve vantagem do senador sobre o presidente no 2º turno

A pesquisa divulgada pela Quaest nesta quarta-feira (15) indicou um empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de um possível segundo turno nas eleições presidenciais de 2026, com Flávio aparecendo numericamente à frente pela primeira vez.
Os dados revelam que Lula possui 40% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 42%. Felipe Nunes, diretor da consultoria Quaest, explicou que esse cenário é resultado da queda na avaliação do governo e das preocupações com a economia, impulsionadas pelo aumento dos preços dos alimentos e pelo endividamento das famílias brasileiras.
Intenções de voto no 1º turno
Na simulação do primeiro turno, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro, com 32%. Em uma posição distante, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 6%, enquanto Romeu Zema (Novo) registra apenas 3%. A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril, com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
✨ Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula no 2º turno pela primeira vez
Medo e rejeição
Nunes aponta que o empate nas intenções de voto reflete também o receio que os eleitores têm em relação a ambos os candidatos. Enquanto 43% dos entrevistados expressam temor pela possível volta do clã Bolsonaro, 42% temem a continuidade do governo atual. As rejeições também demonstram essa divisão, com 55% rejeitando Lula e 52% Flávio Bolsonaro.
Avaliação do governo Lula
Os dados da pesquisa revelam que 52% desaprovam o governo Lula, uma tendência de aumento desde fevereiro, quando essa desaprovação estava em 49%. A avaliação é ainda inferior ao pico registrado em maio do ano passado, que foi de 57%. Entre os evangélicos, a desaprovação saltou de 61% para 68% em comparação ao mês anterior.
O impacto do endividamento
A pesquisa também revelou que 72% dos entrevistados possuem dívidas, um aumento significativo em comparação aos 65% registrados em maio de 2025. A maioria, 70%, apoia programas governamentais que ajudem os endividados, e o Desenrola, iniciativa para a renegociação de dívidas, obteve 46% de aprovação.
Pessimismo em relação à economia
A insatisfação em relação à economia se intensificou, com 72% dos brasileiros notando um aumento nos preços dos alimentos - um salto em relação aos 59% do mês anterior. A pesquisa também mostrou que 71% relatam diminuição no poder de compra desde 2025, e 50% acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses.
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