Dólar em queda com sinais de melhora na economia global
Valorização do real é impulsionada por recuos nos Treasuries e à ata do Fed

O dólar à vista apresenta uma queda significativa nas primeiras negociações desta quinta-feira (9), alinhando-se à desvalorização global da moeda americana, influenciado por uma leitura mais branda da ata do Federal Reserve.
Essa movimentação ocorre conjuntamente com uma recuperação no apetite por risco, impulsionada por recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas a negociações com o Irã.
✨ O mercado também observa uma leve alta no preço do petróleo, o que pode impactar favoravelmente o fluxo de investimentos e o valor do real.
Expectativas de Inflação e Política Fiscal
Além do câmbio, economistas aguardam ansiosos a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, prevista para esta sexta-feira (10), que deve indicar sinais de desaceleração da inflação.
"Dario Durigan, ministro da Fazenda, comenta sobre a medida provisória de renegociação de dívidas rurais que poderá afetar R$ 100 bilhões em operações – um custo anual que variará entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões ao Tesouro.
Durigan também enfatizou a necessidade de cautela ao retirar subsídios sobre combustíveis, em meio à recente alta do petróleo, e mencionou a intenção de reduzir subsídios para gasolina na próxima semana.
Desafios no Mercado de Trabalho
No cenário corporativo, empresas do Brasil estão diminuindo suas expectativas de crescimento e adotando uma postura mais cautelosa em relação a contratações, enfrentando desafios como demanda fraca, juros altos, inflação e instabilidades econômicas.
Conforme informações da S&P Global, a confiança em produção, emprego e lucratividade atingiu níveis baixos, sendo mais notável a piora observada no setor de serviços.
Condições Externas e Inflacionárias
Sobre a inflação, a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma queda de 0,39%, após um leve aumento de 0,21% na prévia de junho.
Do lado internacional, a ata de junho do Banco Central Europeu (BCE) expressa preocupações quanto aos riscos inflacionários associados a tensões no Oriente Médio, ressaltando que a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz aumentaria a probabilidade de preços de petróleo elevados, o que poderia prolongar as pressões inflacionárias na zona do euro.
No Irã, o vice-governador de Bushehr, Ehsan Jahanian, comentou que ataques americanos atingiram áreas próximas à usina nuclear local, aumentando a tensão na região.
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