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Lula mantém apoio a Jaques Wagner durante crise política

Presidente opta por equilíbrio em meio a pressões do PT

Gabriel Rodrigues30 de junho de 2026 às 15:55
Lula mantém apoio a Jaques Wagner durante crise política

Em meio a pressões de setores do PT para se distanciar do ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o presidente Lula tem adotado uma postura equilibrada ao continuar a apoiá-lo. Embora evite declarações que possam exacerbar a oposição bolsonarista, Lula não se esquiva de eventos públicos em companhia do senador.

Na quarta-feira, 1º de dezembro, Lula visitará o canteiro de obras da ponte que ligará Salvador à Ilha de Itaparica, em Vera Cruz (BA). Com um custo estimado superior a R$ 10 bilhões, essa obra representa uma antiga promessa do governo baiano e marca o primeiro evento público do presidente ao lado de Wagner desde o início das investigações no caso Master.

Embora Wagner tenha enfrentado mandados de busca e apreensão no dia 18 de novembro, relacionados às fraudes do banco de Daniel Vorcaro, ele inicialmente negou que deixaria o comando da Casa Alta. Contudo, a pressão levou-o a uma saída discreta. A principal avaliação entre os aliados é que Wagner é um peça-chave para o PT e essencial para Lula, tornando inviável um completo afastamento em virtude da crise.

Wagner é visto como vital para manter a hegemonia do PT na Bahia, estado crucial para as eleições.

Relações de longa data entre Lula e Wagner complicam uma possível separação de suas imagens. Em conversas, assessores destacam que o presidente não deve se pronunciar sobre o caso Master, mesmo que engage Wagner em ações políticas na Bahia, dado o estado ser o quarto maior colégio eleitoral do Brasil.

Contexto

As investigações em torno do banco Master também afetam outros membros do PT, incluindo Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado. Apesar de suas ligações com Wagner, até agora ele não foi alvo de ações da Polícia Federal.

Wagner, que se destaca nas pesquisas para reeleição no Senado, é crucial para a composição da coalizão política no estado, ao lado de aliados como Otto Alencar. Este, apesar de sua filiação ao PDT, tem manifestado apoio a Lula e Wagner nas eleições de outubro.

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