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política
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Lula reage a classificação de PCC e CV como terroristas por Trump

Presidente brasileiro busca assegurar soberania após decisão dos EUA

Camila Souza Ramos29 de maio de 2026 às 08:20
Lula reage a classificação de PCC e CV como terroristas por Trump

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou descontentamento após a administração Trump rotular o PCC e o Comando Vermelho como Organizacões Terroristas Estrangeiras, o que representa um importante desafio à soberania nacional.

Lula considera a possibilidade de contatar diretamente Trump para discutir a situação e ajudar na construção de uma aliança contra o crime organizado. O presidente brasileiro vê a decisão como uma ação que favorece Flávio Bolsonaro, que pressionou por essa medida durante uma recente reunião com o presidente dos Estados Unidos.

A classificação de PCC e CV como terroristas pode impactar negativamente a colaboração entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado.

O governo brasileiro acredita que Trump deveria ter consultado ou informado o Brasil antes que o Departamento de Estado tomasse essa posição, o que foi visto como uma falta de respeito. A forma como a decisão foi anunciada foi recebida com desagrado, gerando preocupações sobre a possível aliança entre Trump e Flávio Bolsonaro nas próximas eleições.

Durante a noite, Lula se reuniu com membros de sua equipe para discutir como o Brasil deve responder à nova política americana. A mensagem do Planalto é clara: buscar cooperação sem permitir intervenções externas e defender a soberania do país.

Lula conversou com vários ministros, incluindo o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Justiça, Wellington César, para avaliar os prejuízos potenciais da classificação dos grupos sobre a legitimidade da colaboração no combate ao crime.

Cenário Atual

O governo brasileiro ainda não decidiu quando emitirá uma declaração oficial, mas já possui versões do comunicado prontas, aguardando a aprovação de Lula. Discute-se, nos bastidores, como reagir sem dar a impressão de defesa das facções, mantendo o foco nas repercussões económicas e diplomáticas.

Uma das estratégias inclui enfatizar as possíveis consequências econômicas dessa decisão, atraindo assim apoio de setores financeiros e empresariais. Os assessores de Lula também consideram que um telefonema entre os presidentes pode ocorrer, acreditando que a decisão de Trump foi influenciada por membros de sua equipe mais radicais.

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