Lula veta projeto que beneficia trabalhadores temporários rurais
Decisão impacta safristas e programas sociais como Bolsa Família

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar integralmente o projeto de lei 715/2023, que garantiria aos trabalhadores temporários do setor agrícola, conhecidos como safristas, a manutenção de benefícios sociais, como o Bolsa Família.
Essa proposta, que foi aprovada na Câmara dos Deputados no mês anterior, visava formalizar o vínculo empregatício desses trabalhadores, assegurando salários justos e carteira assinada. Além disso, o texto determinava que a remuneração proveniente dos contratos de safra não fosse contabilizada na renda familiar mensal, que é utilizada para a concessão de benefícios governamentais.
✨ O governo alegou que a proposta apresentava vícios de inconstitucionalidade e contrariava o interesse público.
Em uma comunicação ao Congresso, o governo federal sustentou que a alteração nos critérios de elegibilidade para os benefícios sociais representaria uma despesa obrigatória contínua, sem a devida análise de impacto orçamentário, identificação de fontes de financiamento e garantia de que tal despesa não comprometeria as metas fiscais.
Os ministérios da Fazenda, Planejamento e Orçamento, Trabalho e Emprego, e Desenvolvimento e Assistência Social manifestaram apoio ao veto. Os safristas desempenham um papel fundamental em cultivos como o de laranja e café.
Essa proposta era considerada uma prioridade pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que agora tentará reverter a decisão no Congresso Nacional. Empresas do setor relatam a existência de vagas não preenchidas devido à perda do Bolsa Família por parte dos trabalhadores temporários.
Contexto
Os safristas são trabalhadores temporários que atuam em diversas culturas agrícolas e são essenciais para a produção agrícola no Brasil, especialmente em setores como fruticultura e café.
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