Marco Rubio nega pedido de Flávio Bolsonaro sobre tarifas dos EUA
Secretário de Estado dos EUA reafirma críticas a políticas comerciais brasileiras

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou-se contra o pedido do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, de que Washington abandonasse a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em uma comunicação datada de 23 de junho, Rubio reitera as críticas ao comércio brasileiro e defende a postura do governo Trump em relação ao Brasil.
Pedido de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro solicitou a desistência das tarifas, argumentando que tal medida impactaria negativamente a economia do Brasil. Ele se mostrou confiante em uma possível vitória nas eleições contra o presidente Lula (PT) e sugeriu a formação de uma 'equipe de transição' entre as duas nações.
✨ Rubio elogiou o apoio de Flávio à classificação do Comando Vermelho e PPC como organizações terroristas.
Postura dos EUA e Críticas ao Brasil
Na resposta, Rubio destacou que o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, identificou práticas brasileiras como "irracionais ou discriminatórias", que prejudicam o comércio com os Estados Unidos. O secretário também mencionou que ainda existem grandes divergências entre os dois países em questões como comércio digital e proteção da propriedade intelectual.
Próximos Passos
Rubio enfatizou que o processo de consulta pública sobre as tarifas está aberto, convidando qualquer parte interessada do Brasil a participar, com uma audiência programada para 6 de julho.
Flávio Bolsonaro confirmou sua intenção de participar da audiência em Washington. A carta também continha agradecimentos a Flávio pela recente visita aos EUA, mas evitou demonstrar alinhamento político, reafirmando que os EUA cooperarão com os líderes eleitos pelo povo brasileiro.
✨ Tensões entre Brasília e Washington aumentam com investigações que recomendam novas tarifas.
A troca de correspondências ocorre em um contexto de crescente tensão entre Brasil e Estados Unidos. Neste mês, investigações pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA recomendaram tarifas adicionais de até 25% devido a práticas desavinadas na política comercial, incluindo o sistema de pagamentos Pix.
O governo Lula reagiu à iniciativa descrita como injustificável, alegando que a pressão é resultado da influência política da família Bolsonaro durante a gestãoTrump. Lula também não hesitou em criticar Rubio, descrevendo-o como um "latino-americano frustrado" e reiterando que o Brasil não aceita ser tratado como uma "republiqueta insignificante".
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