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Ministério da Defesa adota modelo G2G para impulsionar exportações

Novo rito facilitará vendas de produtos de defesa a governos estrangeiros

João Pereira14 de abril de 2026 às 16:30
Ministério da Defesa adota modelo G2G para impulsionar exportações

O Ministério da Defesa estabeleceu um novo modelo que facilita a exportação de produtos de defesa para governos estrangeiros, permitindo a participação de empresas estatais e privadas.

A portaria, publicada em março, organiza as operações sob a sigla G2G (governo a governo), que prioriza a negociação direta pelo governo fornecedor, mesmo quando empresas privadas estão envolvidas.

O modelo G2G é amplamente utilizado por potências militares, como EUA e França, para fortalecer relações diplomáticas.

Com essa nova norma, quando um governo estrangeiro demonstra interesse em importar produtos de defesa do Brasil, ele poderá escolher uma estatal vinculada ou solicitar uma indicação ao Ministério da Defesa.

A comunicação pode ser feita de várias formas, como ofício ou e-mail, ao secretário de Produtos de Defesa.

Contexto

O modelo G2G é uma proposta que já vinha sendo discutida para superar limitações legais que impediam o governo brasileiro de representar diretamente empresas privadas nas negociações.

A nova portaria reafirma a possibilidade de que a estatal atue como um canal institucional entre o governo estrangeiro e a empresa privada da Base Industrial de Defesa.

Essa estrutura oferece salvaguardas, já que a indicação por parte do governo não é obrigatória para o governo estrangeiro e não está sujeita a ressarcimentos por custos ou prejuízos.

O ministério tem avançado em parcerias com empresas estatais para garantir maior segurança jurídica durante essas transações internacionais.

Como resultado, as exportações do setor de defesa do Brasil estão crescendo rapidamente, atingindo US$ 1,02 bilhão no primeiro trimestre de 2026, um aumento significativo em relação ao mesmo período de 2025.

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